HERMENÊUTICA DO HUMANISMO CONCRETO

HERMENÊUTICA DO HUMANISMO CONCRETO

 

GERALDO MEDEIROS DE AGUIAR

 

IMAGEM DO DNA HUMANO, FONTE: GOOGLE

 

IMPORTANTE!

O presente ensaio, (PROPEDÊUTICA DO HUMANISMO CONCRETO), por ser muito polêmico, inovador e emotivo em sua totalidade, fica em “stand bye” ou “inativo” no site www.geraldoaguiar.com.br até o Autor receber pelo menos um total de mil comentários às ideias nele explícitas (a FAVOR e CONTRA).  Somente após as análises dos comentários recebidos é que o Autor dará continuidade ou não à implementação das ideias formuladas. Roga ao telespectador que todo comentário seja acompanhado do e-mail e/ou WhatsApp de quem o fizer.

Antecipadamente grato,

Geraldo Aguiar

Recife, maio 2017

 

 

APRESENTAÇÃO

O presente texto HERMENÊUTICA DO HUMANISMO CONCRETO é dividido e, possivelmente, apresentado aos internautas em vídeos no YOUTUBE em três partes a saber:

  1. Chamado para a IGREJA LAICA PARA A REVELAÇÃO do Humanismo Concreto com aproximadamente vinte vídeos compreendendo os assuntos abaixo:
  • Concepção;
  • Fundação e financiamento;
  • Propósito unificador e objetivos;
  • Moral, ética e política;
  • Aprendizagem sistêmica;
  • Gênese do cosmo (universo);
  • Gênese da vida planetária;
  • Estratégias;
  • Credo da Igreja;
  • Fé, pecados, sacrifícios, salvação e milagres;
  • Vida eterna;
  • Governança;
  • Autogestão;
  • Transmutação humana;
  • Processo de laicização e secularização no mundo atual;
  • Congresso online (CONFIGLAICA, com lista preliminar de possíveis entidades e pessoas a serem convidadas).

 

  1. O processo histórico de Hominização do Animal Homo sapiens, sapiens envolve cerca de dezesseis vídeos sobre os temas:
  • A evolução do gênero Homo a partir dos mamíferos da ordem dos primatas (hominoides e hominídeos);
  • Extinção de primatas hominídeos e dos gêneros Homo;
  • As sociedades arcaicas dos hominídeos;
  • Atributo de virtualidade do processo de hominização – a cultura;
  • Gênese das sociedades históricas humanas no processo civilizatório;
  • Invenção da agricultura;
  • Outros importantes povos antigos no processo civilizatório;
  • Sinopse dos Modos de Produção no processo civilizatório;
  • Antroposfera;
  • Sinopses históricas das lutas sociais e religiosas (século I ao século XXI) compreendendo: a idade média, o expansionismo europeu; as revoluções industrial e francesa; primeira e segunda guerras mundiais, guerra fria e processo de globalização.

 

  • O Humanismo Concreto. Esta terceira parte não mais será produzida pelo Autor e seus colaboradores, mas pelos internautas e afiliados à IGREJA LAICA do Humanismo Concreto razão pela qual não se programou o número de vídeos a serem apresentados no YOUTUBE.

 

Os vídeos sobre os assuntos supracitadas (da primeira e segunda partes) demandam dos internautas comentários críticos abrangentes e muita honestidade intelectual em suas opiniões e, quando forem acompanhadas de e-mail terão atenção especial, comentários e respostas do Autor e dos seus colaboradores. Outrossim, solicitam-se dos telespectadores que, previamente, não censurem os vídeos e os textos (mesmo que discordem e não os aceitem seus conteúdos parcial ou totalmente e formas) na medida em que a censura é sempre abominável e desprezível, pois são portadoras de ideologias ingênuas, intolerantes, rotuladas, desrespeitosas e preconceituosas e, portanto, não são dignas da atenção e de comentários do Autor e dos seus colaboradores.

Note-se, que o vernáculo crítico usado no site e solicitado do internauta deve proceder etimologicamente do grego Kriticós (criação) e não da raiz latina Criticus que significa Censurae (censura). Os vídeos apresentados têm seus conteúdos escritos pelo Autor podendo ser encaminhados a qualquer telespectador que os solicitarem via e-mail.

Vale mencionar que a produção do site, em tela, conta com a colaboração de TIAGO E LUCAS WANDERLEY DE AGUIAR.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARTE I. IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO

(IDEIAS BÁSICAS PARA O CHAMADO DE FUNDAÇÃO)

 

Laicização do estado e da sociedade

Laicização do direito e da consciência

Laicização da antropolítica e da antropoética

Laicização dos serviços: social e ambiental

Laicização do pensamento e das ideias

Laicização da educação e da aprendizagem

Laicização da cultura e do saber

Laicização no brasil e no mundo

 

 

Nestas ideias para a fundação da Organização supracitada a palavra Igreja tem o significado de chamado cuja etimologia vem do grego ekklesia definida como assembleia ou os que forem chamados. Na acepção da presente Igreja (Eclésia) ela é desprovida do conteúdo bíblico judaico-cristão de estabelecimento, local, templo religioso para oração, adoração e fé, assim como, de mesquita, terreiros, centros, etc. A palavra Igreja é usada, aqui, com o sentido de chamado, proposta, movimento ou assembleia de empreendimento político-social-ambiental, ou ainda, de uma escola-ambiente de pensamentos livres voltados para a paz universal e para o processo de hominização do Homo sapiens demens (MORIN) frente à revolução da Tecnociência inserta no metabolismo do capital cujas forças motrizes são o lucro e o poder. A Igreja aqui proposta é, também, desprovida de qualquer autoridade eclesiástica.

O conceito de Igreja, (Eclésia), que se segue não pode e não deve ser interpretado como oximoro (paradoxo religioso) na medida em que se pretende, com ele, revisitar paradigmas formais-metafísicos nas sociedades históricas para doar o significado de humanos em si e para si em contraponto a subsunção do objeto em sujeito, como hoje soe acontecer na realidade objetiva do sistema mundo do capitalismo e do campo religioso. Haja vista que existem no mundo epítetos de eclesiais como: Igreja do Povo, Igreja Exército de Salvação, Igreja Livre, Igreja do Estado, Igreja dos Quaqueres, Igreja Quadrangular, Igreja dos Santos dos Últimos Dias (Mormons), Igreja Adventistas do Sétimo Dia, Igreja Testemunhas de Jeová, etc. além de inúmeros Terreiros de Candomblé e de Centros Espiritas sem que por isso sejam consideradas pelo público e pelos teólogos como oximoros.

O vernáculo laico usado para qualificar a Igreja tem o significado de o que ou quem não pertence ou não está sujeito a uma religião, ou seja: leigo, sem confissão, agnóstico, cético, sem obediência dogmática de fé a uma crença ou divindade e à ética de convicção. Sobre o assunto vale ler e contextualizar as obras do cientista e filósofo RICHARD DAWKINS (A Magia da Realidade, São Paulo, Cia. das Letras, 2012 e Deus um Delírio, São Paulo, Cia. das Letras, 2007) para concluir da necessidade de criação de tal Organização.

Já a palavra revelação que complementa o nome da Igreja Laica vem, etimologicamente, do latim Revelatio, isto é, ato de mostrar, descobrir, destapar ou retirar o véu para desvendar. Na Igreja Laica a revelação não é sinônimo de apocalipse no sentido bíblico judaico-cristão e sim de Humanismo Concreto para transmutação dos seres humanos.

Também, “O Livro das Religiões” (Cia. das Letras, São Paulo, 1952) de JOSTEIN GAARDER et alii aponta para a necessidade da existência de uma Igreja Laica como um sério e virtual convite para novas ideias e a se pôr um fim a intolerância religiosa no planeta entre os diferentes credos, crenças e fé oriundas do campo religioso. No livro, em tela, inclusive se faz breves comentários sobre filosofias de vida não religiosas, tais como: humanismos, iluminismos, materialismos e marxismo.

O teólogo e filosofo brasileiro LEONARDO BOFF em seu livro Igreja Carisma e Poder – Ensaios de Eclesiologia Militante (Petrópolis, Vozes, 3ª ed. 1981) no trívio Reino-Mundo-Igreja afirma existirem e explica três tipos de ekklesias:  Civitas Dei; Mater e Magistra e Sacramentum Salutis que pelas suas limitações cognoscitivas, no tempo e no espaço, dão margens à emergência de uma nova Igreja, a partir dos pobres segundo ele ainda cristã,  com missões de: libertação universal a altura dos desafios históricos contemporâneos.

Note-se, que na obra do citado teólogo a América Latina é, incontestavelmente, o paraíso das diferentes religiões existentes no planeta e, portanto, demanda profundas transmutações nas visões de se ver o cosmo (universo), a vida, a sociedade e o planeta em todas suas complexidades.

A IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO pretende ser um chamado para uma Organização prestadora de serviços político-social-ambiental (não religioso) pela WEB (INTERNET) que age virtualmente, podendo também, se fazer presencial ou real em determinados espaços territoriais em que for atualizada, ou seja, quando condições especiais demandarem sua mutação de virtual em real pela atualização devidamente imbricada a empreendimentos associativos da economia solidário-criativa objeto da tese das três economias. (Consultar o trabalho, em parceria, de MANUEL FIGUEROA com GERALDO AGUIAR intitulado Circuito Sócio Produtivos em Mercados Sociais. Recife. Edição dos autores. Outubro, 2014) solicitado pelo e-mail gmaguiar@yahoo.com.br ou consultá-lo no site: www.geraldoaguiar.com.br

É notório que no mundo contemporâneo o entendimento humano, antes e depois da virada cibernética, (pós revolução mundial de 1968-70) não consegue captar muitas comunicações e realidades quando elas viajam a grandes velocidades no planeta. Hoje, é sabido que a revolução nas tecnologias da cibernética, da robótica, biotecnologia subsomem o sujeito ao objeto, ou seja, coloca os humanos em absoluta e total dependência aos objetos criados por eles com aquelas tecnologias, principalmente, os celulares que se reificam como objetos divinos nas distintas sociedades contemporâneas sem se falar dos produtos transgênicos oriundos da biotecnologia.

Com estes predicativos e esclarecimentos almeja-se que a Igreja Laica aja com mais poder de: comunicação, entendimento, penetração e persuasão no mundo atual que os partidos políticos e organizações da economia social tipos: ONG, OCIP, Fundações ou Institutos por não ideologizar, particularizar e simplificar os problemas concretos em detrimento de suas politizações críticas abrangentes como rede social complexa.

Pela sua governança autogestionária a Igreja Laica é descentralizada, não hierarquizada, logo, não tem mandatários “chefes e donos” e sim líderes tanto no campo virtual quanto no presencial de suas ações. Esse fato a leva frente aos processos da: paz mundial e hominização do Homo sapiens, sapiens ter um sentido de Organização político-social-ambiental prestadora de serviços cujo nicho principal de mercado no sistema mundo do capitalismo é o Humanismo Concreto que deve ser, pela Igreja, hermeneuticamente conceituado, divulgado, implementado, pregado e praticado por qualquer ser humano.

O grande pensador e filosofo esloveno SLAVOJ  ZIZEK em seu escrito “O Ateísmo é um Legado pelo qual vale apena Lutar(The New York Times de 16/06/2006) afirma: “O respeito às crenças dos outros como o valor maior só pode significar uma de duas coisas: Ou tratamos o outro de forma condescendente, evitando magoá-lo para não arruinar suas ilusões, ou adotamos a posição relativista de vários ‘regimes da verdade’, desqualificando como imposição violenta qualquer posição clara em relação à verdade. Mas que tal submeter o Islã – junto com todas as outras religiões – a uma respeitosa, mas por isso mesmo não menos implacável, análise crítica? Essa, e apenas essa, é a maneira de mostrar verdadeiro respeito aos muçulmanos: tratá-los como adultos responsáveis por suas crenças”. Tal pensamento é um atributo da Igreja Laica em relação a todo o campo religioso seja ele mono ou politeísta.

 

FUNDAÇÃO E FINANCIAMENTO

          A ideia de fundação da IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO, nos termos deste chamado, surge em Recife, (PE) Brasil em 2015, consolidada em 2017 em um despretensioso site, tendo como instrumento institucional a divulgação, de ideias laicas reveladoras da transmutação humana a partir da pretensão do uso de software livre na INTERNET (WEB), nos modos da WIKIPÉDIA, e com organização pretensamente semelhante e devidamente adaptada para suas finalidades.

Para tanto, se deve recorrer, para sua Fundação e Implementação a partir de um Congresso Mundial Online específico para este chamado e, certamente, ao Projeto Creative Commons (http:creativecommons.org/) e a Free Documentation License – GFDL para sua institucionalização, e sua credibilidade e reconhecimento mundial.

No caso do Brasil há que se consultar, também, o Centro de Tecnologia e Sociedade da Faculdade de Direito da FGV, no Rio de Janeiro, que lida com o assunto e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ICT- Brasil e adaptá-la a Lei de Acesso a Informação do Brasil (LAI).

          Seu financiamento não comporta a categoria bíblica de dízimos e sim a de doações voluntárias e sobras de seus empreendimentos sociais na economia solidário-criativa que serão contabilizadas com toda transparência pública, via INTERNET e, no caso de a existência de sobras, nas suas atividades virtuais, revelar o seu destino e aplicabilidade em empreendimentos da supracitada Economia.

Mesmo constituindo-se em um negócio de serviços humanísticos (sociais, políticos e ambientais) ainda, insertos no sistema mundo do capitalismo, a Igreja Laica, não é regida pela categoria de lucro e deve gozar de todos os benefícios institucionais administrativos existentes e oferecidos pelos países e locais onde funcionar presencialmente. Outrossim, é aconselhável que a Igreja Laica não desenvolva, pratique ou engaje-se a quaisquer tipos de atividades das políticas partidárias locais em quaisquer territórios onde atuar presencialmente.

As entidades nacionais e estrangeiras e pessoas ilustres que serão convidadas para participarem do possível Congresso Online para sua Fundação (CONFIGLAICA) previsto para o ano de 2018 e, outras mais, devem em tese, por suas experiências, assumirem as responsabilidades da manutenção da Igreja e, em muito, melhorarem, aprimorarem, conformarem e a implementarem em suas formas: virtual e presencial.

Antes da realização do CONFIGLAICA toda essa primeira parte do site do Autor terá uma versão em Inglês que será distribuída via WEB pelo YOUTUBE em videoconferências.

Seus documentos e textos devem ser publicados na INTERNET em diferentes idiomas e línguas, dos países de conformidade com as nacionalidades dos seus adeptos e seguidores que a adotarem.

Para seu desenvolvimento e evolução a IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO demanda, agora, que diferentes entidades e movimentos laicos locais e mundiais a divulguem, dela participem, a reformulem e a patrocinem em todas suas ações voltadas para o humanismo concreto com vistas aos processos de: paz mundial e hominização em seu possível Congresso Online de Fundação – CONFIGLAICA.

Augura-se que, no futuro, suas atividades serão financiadas pelas sobras de suas atividades econômicas, sociais e ambientais na economia solidário-criativa em termos reais e não virtuais a luz de uma governança democrática inserta na autogestão sob a égide de uma Organização Mundial semelhante a uma WIKIPÉDIA AUTOGESTIONÁRIA.

          Prestação de serviços para revelar à humanidade a hermenêutica da transmutação humana de um ponto de vista laico que a leve, em sua prática, a uma autêntica e virtuosa antropolítica e antropoética na vivência dos humanos na Antroposfera e, simultaneamente, divulgar a dialética de se formar humanos em si e para si em sociedades históricas sitas no tempo e no espaço terrestre.

Em outras palavras, deve a IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO buscar o humanismo concreto ou a transmutação humana como nicho de mercado de prestação de serviços pela WEB e, presencialmente, para o processo de desalienação dos humanos e concretização de condições de vida digna para os habitantes do mundo especialmente dos pobres e excluídos.

PROPÓSITO UNIFICADOR E OBJETIVOS

Em outras palavras a Igreja ou Eclésia Laica, aqui conceituada, objetiva a transmutação dos humanos na Antroposfera em Humanismo Concreto, ou seja, trocar energias cosmológicas negativas externas, por energias positivas interiores de seres humanos desalienados. De um ponto de vista da “religação” a Igreja Laica a faz com: a matéria-energia, a natureza e as ciências. Esta é uma das razões para se pensar, agora, em uma ekklesia laica.

          Outro propósito é pregar ações e estar à frente de todos os movimentos político-social-ambiental e de ideias universais que levem os humanos à antropolítica e a antropoética vistas pela Teoria da Complexidade conforme escreve e divulga EDGAR MORIN em sua mundialmente conhecida obra O Método (no Brasil publicado pela Editora Sulina de Porto Alegre em seis volumes no ano de 2005).

A IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO, a partir de seus atributos, se propõe criar ambientes: virtual e real aonde possa o ser humano livremente expressar toda e qualquer opinião ou credo de quaisquer religiões, crenças e seitas existentes em qualquer parte da terra, independentemente, de qualquer prejulgamento ou preconceito, ou seja, ter sempre o propósito de despertar o amor pelas ciências humanas, sociais, naturais e exatas com vistas a paz mundial e ao processo de hominização do animal Homo sapiens.

Para tanto, os adeptos e aficionados da Igreja Laica e da teoria da complexidade, da Tecnociência, devem romper e combater todas e quaisquer formas de intolerâncias e preconceitos: raciais, religiosos, étnicos, políticos, econômicos, ambientais, sexuais, tecnológicos e científicos, hoje, existentes no planeta e ratificar seu compromisso com a tese do humanismo concreto e com a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

MORAL, ÉTICA E POLÍTICA

Os aspectos políticos, éticos, bioéticas e humanísticos envolvidos nas: práxis humana, pesquisas científicas, profissões e no emprego da Tecnociência passam a ocupar um papel de destaque em todos os segmentos que compõem as sociedades contemporâneas. Muitos estudiosos, profissionais e cientistas estão preocupados e conscientes de que, além dos prováveis benefícios e vantagens, existem também, possíveis impactos negativos e riscos, teóricos ou reais, que merecem uma atenção e um cuidado especial de moral, ética e política.

Tudo isso é válido quando se pensa em transmutar novos valores e energias que se contraponham as oriundas do ocidente e do oriente em termos elementares e coercitivos em detrimento do auto ética e sócio ética que levam a antropoética moriniana.

Em verdade vivem-se dias em que, pelo atual estágio do desenvolvimento das ciências e das tecnologias pelo seu potencial maravilhoso, em tantos campos e áreas de conhecimentos e profissões, que se pode dizer, sem medo de estar tomado por uma euforia juvenil, que a humanidade está à beira de inaugurar uma nova aurora. Entretanto, tudo isso correndo o risco de se considerar catastróficos, irresponsáveis e causadores de pânico.

A chance de destruição de toda a biosfera e até mesmo do próprio planeta é, hoje, real a partir da energia elementar do oriente e do ocidente presentes no processo civilizatório em parte de países do planeta que desenvolvem e produzem armas letais de destruição em massa como são as: nucleares, químicas, biológicas e energéticas tipo laser.

Isso se dá tanto pelo mau uso da ciência e da tecnologia contemporânea quanto pelos acidentes (nem sempre evitáveis ou previsíveis) e desvios, durante a construção e aplicação da Tecnociência. E o pior (ou melhor?): isso não é ficção científica!  Essa dialética “franksteiniana” está presente aqui e agora no cotidiano da humanidade sendo valoroso lembrar o pensador italiano GIOVANNI BERLINGUER que afirmou a velocidade com que se passa da pesquisa pura para a aplicada é, hoje, tão alta que a permanência, mesmo que por breve tempo, de erros ou fraudes pode provocar catástrofes” e, mais ainda, segundo JEAN BAUDRILLARD, (As Estratégias Fatais. Rio de Janeiro, Roço, 1996) acelerar a transmutação e a perversidade dos objetos deificados sobre os sujeitos reféns.

Além disso, durante a construção dessa Tecnociência e do conhecimento científico, são inúmeras as chances, na grande maioria das vezes, evitáveis, de agravo, ofensa e injúria à chamada dignidade humana pela sujeição ou subsunção do sujeito ao objeto.

O pensador ARNOLD TOYNBEE afirmou, com propriedade, “o aspecto mais assustador da sociedade moderna é que o poder conferido pela tecnologia cresce em escala alarmante, alcançando um nível sem precedentes na história mundial, enquanto que o nível médio da conduta moral – ou imoral – dos seres humanos que hoje detêm o poder permanece estacionado”.

Nesse contexto, a Igreja Laica se propõe a subsidiar os seres humanos das mais diversas áreas do conhecimento, com alguns dos mais importantes aspectos éticos, bioéticas, políticos e humanísticos, isso através dos mais importantes documentos relativos à temática do Humanismo Concreto. Explicita-se nela que: a moral, a ética e a política estão imbricadas à consciência, ao caráter e aos valores humanos sem os quais não há moral, ética e política possíveis.

O lucro quando adquire envergadura de moral dá origem a uma ética específica a empresarialconsumista que se choca, em muito, com os valores humanos. Igualmente, às forças motrizes das corporações capitalistas, hoje, globalizadas no sistema mundo do capitalismo, a partir de seus efeitos e externalidades metamorfoseiam os objetos (criados pelos humanos) em sujeitos perversos tornando os seres humanos em seus eternos reféns.

O certo ou o menos certo da burocracia do poder público e da subsunção do sujeito pelo objeto nos estados nacionais transpõem os princípios morais, éticos e políticos do ser humano, dentro da lei, para que sejam amorais e antiéticos. Também, a ética da benemerência, como indutora de bons negócios no sistema mundo do capitalismo, é essencialmente aética ou antiética na medida em que transfere recursos do setor público para o setor privado que, em última instância, é por definição corrupção política institucionalizada pelos estados nacionais.

Do ponto e vista moral e ético a IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO resume em dois aspectos os valores que constituem o Humanismo Concreto, ou sejam: o redescobrimento e a valorização do ente humano em si e para si e valores de sua libertação e da sua transmutação na totalidade mundial chamada de humanidade.

Hoje, talvez, os maiores desafios morais, éticos e políticos para a Tecnociência e para a humanidade, como um todo, sejam: o que fazer para impedir a deificação ou subsunção do sujeito ao objeto ou o fetichismo do objeto que leva os humanos a se tornarem seus reféns levando-os ao fatalismo das radicais mudanças (ou metamorfoses) dos objetos em sujeitos em sua existência social, histórica, ambiental e cultural?

Vale lembrar e enfatizar que os novos paradigmas da Educação insertos na teoria da complexidade moriniana em suas análises comparativas de referências educacionais primam pela interdisciplinaridade em horizontes de transdisciplinaridade, sobrepondo-se, portanto, a visão quase unidisciplinar da competência e do hedonismo pregadas pelos educadores e pedagogos do mundo hegemônico neoliberal do capitalismo mundial.

A palavra ética, do grego Ethos, tem a mesma base etimológica da palavra moral, do latim Mores.  Os dois vocábulos significam hábitos e costumes, no sentido de normas e comportamentos que se tornam habituais. Já o vocábulo política vem do grego, Polis (cidadão, cidade, cidadania) tendo como antônimo a palavra idiota proveniente do grego Idios que significa único, singular, (na antiguidade, próprio dos esquizofrênicos e autistas).

Política (do grego, Polis) se conceitua, na Igreja Laica, como padrão em rede de relações de trabalho e de relações sociais de: produção, distribuição e consumo imbricados a natureza. Seu objeto é tão complexo ou similar à própria complexidade da vida e da sociedade que se auto recriam. As suas relações na sociedade implicam, como na vida, em perspectivas de:

  1. Processo, como mudanças auto criativas ou autodeterminadas das ações induzidas a partir dos atos comunicativas humanas que se dão nas relações de produção e circulação dos bens econômicos pelo conhecimento reflexivo e pelo metabolismo do capital;
  2. Forma, como ação estratégica tecnológica dos relacionamentos humanos nas sociedades e com a natureza (biosfera, troposfera) atmosfera e Antroposfera;
  3. Matéria-energia, como ação instrumental de fabricação de instrumentos e meios de trabalho e científicos que se dão e se realizam nos processos de trabalho, pesquisas e de produção no mundo concreto para atender as necessidades humanas;
  4. Sentidosignificado, como apreensão e entendimento das coisas, dos fenômenos e do metabolismo do capital no modo de produção capitalista em seus diferentes vieses e, possíveis negações que se expressam nos modos de produção.

 

             A economia política como ciência humana, social e exata sintetiza todas as perspectivas do quadrívio acima ou padrões da vida na terra dos humanos em sociedades com o objetivo de atender ilimitadas necessidades humanas com vistas a um cenário de antropolítica com ilimitados recursos naturais.

            A teoria política da IGREJA LAICA é a formação do ser humano em si e para si, isto é, o Humanismo Concreto. É assim que ela busca a consciência crítica para a transmutação de cada ser humano em um ser consciente de seus direitos, de sua dignidade, de sua liberdade, de seu altruismo e de sua solidariedade universal que são, em síntese, seus valores morais, éticos e políticos imanentes.

Para tal fim a Igreja Laica se propõe decompor a massa humana em suas unidades básicas de classes e estratos sociais e, pela ação política, em seres humanos desalienados e conscientes capazes, também, de fazerem uma massa humana igualmente consciente e desalienada. Para tanto, faz uso da Tecnociência, da cibernética, da automação, da robótica, da biotecnologia, da física quântica e dos processos de trabalho não alienados e científicos em sua integração em si mesmo, ou seja, em um ser em si e para si que pode até, no futuro, se confundir em um ser para outro sem opressores e divindades oriundas da psicosfera e da noosfera dos humanos.

APRENDIZAGEM SISTÊMICA

Na IGREJA LAICA a ação de aprendizagem passa pelos seguintes pilares do processo educacional do Século XXI:

  1. Aprender a conhecer combinando uma cultura transdisciplinar com a possibilidade de trabalhar interdisciplinarmente, ou seja, aprender a aprender;
  2. Aprender a fazer passando pela noção de qualificação até a de competência, com aspectos de emulação e autogestão, para não se confundir com o taylorismo que leva a intensidade do trabalho nas empresas a níveis inumanos, portanto envolve necessariamente ensino alternado de trabalho;
  3. Aprender a viver juntos, isto é, aprender a viver com os outros desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências;
  4. Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade moral e ética para estar à altura de agir com cada vez mais autonomia de discernimento e de responsabilidade social, ambiental e humana.

 

Para o saudoso cientista e filosofo brasileiro ÁLVARO VIEIRA PINTO, (O Conceito de Tecnologia, Editora Contraponto, 2005, dois volumes) “aprendizagem não significa adaptação nem mesmo no estado cultural de determinado tempo, mas exatamente o oposto, ou seja, a aquisição de instrumentos para a não adaptação ao estado atual, graças a transformação deste em nova situação, representativa de maior progresso”, ou  seja: de um eterno e sempre fazer novo.

GÊNESE DO COSMO (UNIVERSO)

           Na Igreja Laica, são muito bem vistas as visões das Teorias do: Big Bang e do Caos de conformidade, com os paradigmas das Teorias da: Relatividade, Física Quântica e as investigações científicas da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear – CERN (incubatório e berço da WEB). Recentemente, a CERN comprovou a existência do bóson de HIGS partícula que dá massa e forma ao universo prevista pelo cientista a 42 anos atrás. Segue-se, ainda, os conhecimentos e pesquisas do Modelo Padrão onde se destaca a teoria da Supersimetria.  Imbrica, ao seu pensamento e conhecimentos os resultados das pesquisas da NASA (Telescópio HUBLE, a ser substituto pelo JAMES WEBB em 2018 e instrumentos de pesquisas) e de conhecimentos outros de instituições científicas mundiais.

Neste ano (maio de 2017), a humanidade se alegra, orgulha e comemora a comprovação científica da existência das ondas gravitacionais previstas a 100 anos atrás por ALBERT ENISTEIN na TEORIA GERAL DA RELATIVIDADE. O feito científico foi realizado e comprovado pelos dois laboratórios LIGO (Laser Interferometer Gravitational) nos Estados Unidos a partir do choque de dois buracos negros que se deu há, 1,2 bilhões de anos luz da terra. Este fato sucateia, nega ou redefine todos os paradigmas da teoria da gravitação universal (lei da gravidade) pensada por NEWTON.

Mesmo acompanhando a vanguarda científica no planeta a Igreja Laica, jamais hostiliza e menospreza as ideias daqueles que são adeptos das diversas cosmovisões criacionistas das civilizações: arcaicas e históricas em seus devidos contextos de existências. Em tese não descrimina ou tem preconceitos e intolerâncias aos que adotam, professam e tem fé na teoria do DESIGN INTELIGENTE própria das cosmovisões criacionistas sejam elas bíblicas ou não e mitológicas.

 

GÊNESE DA VIDA PLANETÁRIA

É bem vista o acaso e a necessidade no surgimento e na formação da vida a combinação, em um ambiente propício para o fenômeno vital de uma célula primevea que se replicou, sem qualquer intencionalidade, via processos de: Autopoiese, Simbiogênese, Mutações, Estruturas Dissipativas e Recombinações de DNA na sopa cósmica de moléculas, átomos e partículas dos elementos químicos existentes no planeta ou mesmo no cosmo (matéria escura, poeiras cósmicas, choques com cometas, meteoros e meteoritos).

A base da inteligibilidade da vida, no planeta Terra, está, sem dúvida, nas combinações e reações químicas do elemento químico carbono que lhe doa o atributo de vida orgânica em ambiente, predominantemente, hídrico e de luz solar.

Segundo ROBIN KERROD em seu livro “Fique por dentro da astronomia” os cientistas STANLEY MILLER e HAROLD UREY da Universidade de Chicago, em 1953, forneceram evidências da viabilidade da vida ter surgido por acaso na sopa cósmica. “Eles misturaram o coquetel de gases que se supõe terem estado presentes na atmosfera primitiva da Terra e os expuseram à radiação ultravioleta – para imitar relâmpagos –  sobre água quente. Após meras 24 horas, a análise da mistura resultante revelou a presença de muitos novos compostos de carbono, incluindo aminoácidos. Tais ácidos são os blocos formadores das proteínas, que estão entre os componentes essenciais dos tecidos vivos”.

Comenta-se que a evolução de uma célula não nucleada para uma célula nucleada (eucarionte) durou aproximadamente dois bilhões de anos durante a formação do planeta Terra.

CAMILO MORA destaca que o conhecimento das espécies é vital para entender os processos ecológicos e evolutivos e tentar garantir a sobrevivência da diversidade das espécies. Mostra, também, que muitos seres vivos nascem, vivem, geram descendentes, morrem e são extintos sem que os humanos sequer os conheçam.

Em seu trabalho foi feita a divisão das espécies conhecidas do domínio Eucariota (seres com membrana nuclear) da seguinte maneira:

  • Animais: 7,7 milhões de espécies (953.434 descritas e catalogadas)
  • Plantas: 298 mil espécies (215.644 descritas e catalogadas)
  • Fungos: 611 mil espécies (43.271 descritas e catalogadas)
  • Protozoários: 36.400 espécies (8.118 descritas e catalogadas)
  • Cromistas: 27,500 espécies (13.033 descritas e catalogadas).

 

A contagem vale para seres com membrana celular e exclui bactérias e vírus.
Trabalho de dez anos foi feito pelo Censo da Vida Marinha.

Anda, com respeito à diversidade biológica no planeta cultiva-se, na Igreja Laica, os conhecimentos comprovados da Teoria da Evolução para as diferentes formas de vida na biosfera (perto de oito milhões). Incorporam-se, também, à Igreja Laica, os conhecimentos arqueológicos e paleontológicos já consagrados e aprovados cientificamente.

Por todos esses fatos aceita-se, também, com muito orgulho na Igreja Laica, as presenças e as ideias das pessoas sem religiões tais como os: ateus, agnósticos, heréticos, marxistas, materialistas, anarquistas científicos, racionalistas/naturalistas convictos e os humanistas radicais.

 

ESTRATÉGIAS

Manter na INTERNET (WEB) uma Organização Autogestionária, em um software livre, capaz de ter e ampliar a inserção dos seus fundadores, financiadores, adeptos, simpatizantes, aficionados e colaboradores de forma a que eles possam se sentir parte do planeta e da Igreja Laica.

Deve-se, estrategicamente, para doar sentido e visões evolucionistas, científicas e virtuosas à realidade não se cultivar, mas respeitar as formulações catastróficas, mitológicas ou apocalipses, como as que hoje, são pregadas, pelo campo mítico-religioso sejam elas mono ou politeístas.

Na Igreja Laica os horizontes das suas estratégias são aqueles do Humanismo Concreto.

CREDO DA IGREJA LAICA

Adota-se, como o principal, a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 10/12/1948, aprovada pela Assembleia Geral da ONU, além das Convenções Internacionais e dos Pactos Internacionais dos Direitos Civis e Políticos e o sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, também, homologados pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

A Igreja Laica, segue e adota, em seu credo, documentos e hipertextos ecumênicos e científicos em favor dos processos da Paz Mundial e da Hominização do Homo sapiens, sapiens como é exemplo o discurso do Papa FRANCISCO, na Bolívia, para os Movimentos Populares realizado em julho de 2015 (consultar o citado pronunciamento pela INTERNET).

No campo de conhecimento da Economia Política, a Igreja Laica, professa, entre outras, a tese das três economias para se entender as incomensuráveis desigualdades territoriais e de rendas pessoais no vigente sistema mundo do capitalismo.

FÉ, PECADOS, SACRIFÍCIOS, SALVAÇÃO E MILAGRES

Estas emoções são vistas pela IGREJA LAICA como fenômenos, crenças e mitos, a partir da psicosfera (psicologia), noosfera (noologia) e da teoesfera (teologia), assim como, de outras emoções criadas e vividas pelos humanos nas sociedades arcaicas e históricas, particularmente, no campo mítico-religioso que levaram e levam os humanos aos domínios do sagrado e aos entendimentos do cosmo, mundo e vidas (terrestre e eternas) nas cosmovisões criacionistas.

A Igreja Laica prima em interpretar, estudar, contextualizar e analisar, de um ponto de vista laico do Humanismo Concreto, sem preconceitos e intolerâncias, os livros sagrados tais como: Bíblias Cristãs, Vedas, Upanishads, Bhagavad Gita, Alcorão, Textos do Islão, Tao Te Ching, Zen-budismo, etc.

Na IGREJA LAICA não cabem as generalidades emocionais humanas religiosas de: “o deve-não-deve” e “o pode-não-pode” peculiares as diversas crenças sejam elas mono ou politeístas que levam os crentes aos terrores: dos pecados, dos sacrifícios, das crenças milagrosas, dos castigos e das salvações para redimi-los.                                                                                                                                                                                                                                                                  

Considera-se na Igreja Laica que as 14 epístolas paulinas do Novo Testamento, (escrito nos primórdios de nossa era), são documentos básicos para a compreensão da essência da metamorfose do judaísmo para o cristianismo em todos seus vieses como contraponto as leis mosaicas do judaísmo ou da Torá imbricados ao Antigo ou Velho Testamento cujos livros foram transmitidos, inicialmente de forma  oral e posteriormente escritos (após a civilização dos sumérios) pelos judeus (hebreus) em tempos remotos do processo civilizatório na antiguidade do judaísmo israelense.

VIDA ETERNA

          A IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO explica o dogma da vida eterna do campo religioso a partir da resistência e não aceitação da racionalidade da morte pelos humanos nos processos: arcaico e histórico da hominização do animal Homo sapiens, sapiens. A propedêutica da Igreja Laica, tem como hermenêutica, sobre o assunto, os fundamentos das seguintes virtualidades:

  1. Invenção e criação das linguagens (fonosfera) e da escrita (sumérios, egípcios, maias e chineses) com o advento das comunicações não mais repetitivas, mas cognitivas segundo os conhecimentos reflexivo e prospectivo próprios dos humanos;
  2. Necessidade-obrigação de os humanos viverem em sociedades (sócioesfera) constituídas de valores sociais que configuram morais historicamente determinadas, mitos, ilusões e delírios no espaço e no tempo do planeta terra;
  3. Invenção e criação de instrumentos e meios de trabalhos sociais para sua autocriação e domínio da natureza (tecnologia) no campo da tecnoesfera voltada não somente para o fazer bem, mas principalmente, para o fazer novo no domínio da natureza;
  4. Vivenciação e adaptação na Antroposfera para usar a psicosfera que lhe permite criar deusas, deuses, demônios, mitos, fadas, bruxas, monstros, símbolos, ilusões diversas, artes, etc. que são inclusos, ainda, no campo da noosfera de diferentes ideologias;
  5. Cultuação, pela fé, no campo da religação (religião) de conexões, adorações e vinculações com diferentes divindades objetos de suas especulações na: fonoesfera (fala e escrita), psicosfera, noosfera e teosfera oriundas de crenças e delírios divulgados e cultivados por seitas e religiões mono e politeístas que se imbricam ao campo da arte humana e da mitologia.

 

Note-se que as virtualidades, em tela, são todas princípios, atributos e pré-requisitos daquilo que se convencionou chamar de cultura, razão pela qual, o ser humano é o único ente vivo, na biosfera terrestre, dotado de cultura.

É notório que a molécula de DNA dos seres vivos os eternizam assim como o genoma na medida em que procriam ou produzem novas vidas.

 

GOVERNANÇA

Pode-se dizer, parafraseando a WIKIPÉDIA, que as oito principais características da “boa governança” da Igreja Laica são no sistema mundo do capitalismo:

  1. Participação que significa que homens e mulheres devem agir, sem distinção, igualmente nas atividades de desenvolvimento sustentável e de governo. Devem contemplar a possibilidade de participação direta ou indireta através de instituições, empreendimentos ou representantes legítimos dos estados nacionais. Implica a existência de liberdade de expressão e liberdade de associação de um lado, e uma sociedade civil organizada de outro lado. O princípio de participação, aparentemente utópico, é perfeitamente possível desde que existam leis claras e específicas que garantam os termos propostos; e existam iniciativas da sociedade civil e do Estado visando à sustentação/sustentabilidade;
  2. Estado de Direito que requer uma estrutura legal justa que se aplica a todos os cidadãos independentemente de sua riqueza financeira, de seu poder político, de sua classe social, de sua profissão, de sua raça e etnia, e de seu sexo. Deve garantir total proteção dos direitos humanos, pertençam as pessoas a maiorias ou a minorias sociais, sexuais, religiosas ou étnicas. Deve aceitar e garantir que o poder judiciário seja independente do poder executivo, do poder legislativo, do poder teocrático e garantir que as forças policiaissejam imparciais e incorruptíveis;
  3. Transparência que mais do que “a obrigação de informar”, a administração da Igreja Laica deve cultivar o “desejo de informar”, sabendo que da boa comunicação interna e externa, particularmente quando espontânea, franca e rápida, resulta um clima de confiança, tanto internamente, quanto nas relações com terceiros. A comunicação não deve restringir-se à sua missão e ao desempenho social, econômico e financeiro, mas deve contemplar, também, os demais fatores (inclusive intangíveis) que doam sentido as ações de serviços sociais e que conduzem à criação de valores humanos inalienáveis. No Brasilexiste a Lei de Responsabilidade Fiscal, que induz o gestor público à transparência de seus atos. Essa transparência pode ser melhorada e ampliada, significativamente, com instrumentos como a Demonstração do Resultado Social, Econômico e Financeiro, com o contracheque e o balanço social das organizações;
  4. Responsabilidade as instituições e a forma com que elas procedem são desenhadas para servir os membros da sociedade como um todo e não apenas pessoas privilegiadas. Os processos das instituições são desenhados para responder as demandas dos cidadãos dentro de um período de tempo razoável;
  5. Decisões orientadas para um consenso são tomadas levando-se em conta que os diferentes grupos da sociedade necessitam mediar seus diferentes interesses. O objetivo da boa governança, na busca de consenso nas relações políticas, sociais, ambientais, tecnológicas e econômicas, deve ser a obtenção de uma concordância sobre qual é o melhor caminho para a sociedade como um todo. Além disso, as decisões, também, devem ser tomadas levando em conta a forma como tal caminho pode ser trilhado. Essa maneira de obter decisões requer uma perspectiva de longo prazo para que ocorra um desenvolvimento humano sustentável. Tal perspectiva, também, é necessária para conseguir atingir os objetivos do Humanismo Concreto;
  6. Igualdade e inclusividade. A boa governança deve assegurar igualdade de todos os grupos perante os objetivos da sociedade. O caminho proposto pelos governantes deve buscar promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental de todos os grupos humanos. As decisões devem assegurar que todos os membros da sociedade sintam que façam parte dela e não e não tenham sentimentos de excluídos em seu caminho para o futuro. Esta abordagem requer que todos os grupos humanos, especialmente os mais vulneráveis, tenham oportunidade de manter e melhorar seu bem-esta com vista a uma vida digna;
  7. Efetividade, eficácia e eficiência. A boa governança deve garantir que os processos e instituições privadas, governamentais e da economia social devem produzir resultados que vão ao encontro das necessidades da sociedade ao mesmo tempo em que fazem o melhor uso possível dos recursos à sua disposição. Isso, também, implica que os recursos naturais sejam usados sustentavelmente e que o ambiente e habitat humano sejam protegidos;
  8. Suporte à auditoria fiscalizadora. As instituições governamentais, as do setor privado e as organizações da sociedade civildeveriam ser fiscalizáveis pelas pessoas da sociedade e por seus apoiadores institucionais. De forma geral, elas devem ser fiscalizáveis por todas aquelas pessoas que serão afetadas por suas decisões, atos e atividades.

 

AUTOGESTÃO

Como princípio de transmutação e mudança, propostas pela Igreja Laica, sem dúvida, é a autogestão, entendida como gestão por si própria, (que tem seu oposto na heterogestão ou gestão de outro com a empresa ou com a vida) é aquela que deve ser fomentada e aplicada. A autogestão, não pode e não deve ser confundida com a cogestão seja ela no nível da organização técnica do trabalho ou no nível da política geral da unidade produtiva ou de serviços. A autogestão, também, se diferencia da gestão cooperativa tradicional na medida em que seu conceito vai muito além das expectativas cooperativas.

Na sua acepção política-filosófica a autogestão pode e deve alcançar o significado de sociedade autogerida como projeto para a humanidade. Ela se opõe a qualquer tipo de centralismo democrático/burocrático de um estado nacional negando-o em sua plenitude.

A autogestão se espelha na antropolítica (MORIN) e no Humanismo Concreto (LEÔNCIO BASBAUN, Alienação e Humanismo, Ed. Símbolo, 1977) como antítese da alienação dos humanos. Repousa no princípio de igualdade plena de oportunidades e de liberdade inteira de cada membro de uma organização ou de uma sociedade autogerida conforme previu ROUSSEAU no Contrato Social.

Levada às últimas consequências, em uma dada sociedade e organização, a autogestão como teoria política-filosófica pode abranger e superar o clivar entre meios de decisões coletivas versus meios de decisões que permanecem privadas pelos estados nacionais.

Cabe lembrar que o conceito filosófico e libertador de autogestão transita pelo anarquismo científico (BAKUNIN), pelo método do marxismo (MARX, ROSA LUXEMBURGO e ANTON PANNEKOEK) e é a negação da ditadura do proletariado objeto do centralismo democrático/burocrático da ideologia do socialismo pregada por LÊNIN, STALIN, MAO TSE TUNG e seus seguidores. Contrapõe-se, também, aos princípios da chamada “organização científica do trabalho” de FAYOL, TAYLOR e FORD, ainda hoje, muito apregoada pelos heterogestores das organizações empresariais do sistema mundo do capitalismo.

Em tese a “autogestão implica em uma mudança radical e instauração de outra maneira de viver em comum, inteiramente nova”. (GUILLERM E BOURDET). Demanda, por isso, em todas as instâncias e níveis em que se apresenta uma radical responsabilidade ambiental sem as externalidades implícitas e explícitas no metabolismo do capital das corporações capitalistas. Em nenhuma hipótese pode se dá na sociedade autogerida a privatização do lucro, sobra ou renda, por um lado, e a socialização das perdas e de custos de produção das empresas pelo outro. Para tanto, ela imbrica-se ao gerenciamento ecológico com respeito às relações humanas com a natureza e com a relatividade recíproca entre: indivíduo e sociedade e “entre massa social e energia histórica” (MORIN) quando comparada a relatividade da física e com a relatividade da história da humanidade.

TRANSMUTAÇÃO HUMANA

Escrevendo sobre “Tecnociência e Complexidade da Vida”   EDGAR DE ASSIS CARVALHO (Professor da PUC-SP e discípulo de EDGAR MORIN)  enfatiza a tecnociência em uma nova ordem na terra quando afirma: “Essa ‘nova ordem mundial’ inundou de desigualdades todas as sociedades sem distinção de longitude ou latitude, aumentando os sem-emprego, os sem-terra, os sem-teto. Todas essas ausências sociais, por vezes circundadas por uma vitimização e infantilização excessivas, repercutem a cada dia na pauperização do trabalho e da vida. Se deixadas a seu bel-prazer, conterão três  possibilidades: ou sistema se autodestrói, ou se recompõem por soluções paliativas, ou se nega por uma utópica revolta civil acionada pela legião dos estarrecidos do planeta. Na verdade, não há como identificar nesse espaço/tempo geopolítico aonde se localizam os novos inimigos do mundo, pois eles se encontram disseminados, como um monstro de múltiplas cabeças, entre os setores constitutivos das classes dominantes que detêm o controle do poderio nuclear, do narcotráfico, do crime organizado, da desfaçatez midiática e dos cinismos da representação política”.  No Brasil, tal fato se espelha, hoje, evidentemente, na desenfreada corrupção política nos poderes públicos das diferentes esferas dos poderes constituídos, nas empresas e organizações privadas, nas religiões organizadas-oficializadas e, em grande parte, da sociedade civil.

Sem dúvida, esse é o grande desafio da transmutação humana no Brasil e na América Latina.

Segundo MARXOs produtos do cérebro humano têm o aspecto de seres independentes, dotados de corpo particulares em comunicação com os homens e entre si”. São, portanto, seres mentais noológicos que têm vida e poder de possuir o ente humano. Aprofundando esse raciocínio marxiano-moriniano ao processo de transmutação humana vale dizer que:

  1. A esfera do espírito – psicosfera dá origem aos mitos, demônios e deuses e impulsionam os humanos a: massacres, crueldades, genocídios, adorações, êxtases e sublimidades que se introjectam nas culturas das sociedades;
  2. As ideias (noosfera) voltam-se sobre os humanos e doam emoções: amor, raiva, ódio, mágoa, êxtase, fúria, fé. Servem para domesticar as sociedades e os indivíduos na sócioesfera;
  3. As ideias existem pelos humanos e para eles, mas os entes humanos existem também pelas ideias e para elas;
  4. A idealidade é o modo de existência necessário à ideia (noologia) e o idealismo é a possessão do real pela ideia;
  5. O mito e a ideologia na sócioesfera destroem e devoram os fatos. Importante é reconhecer como dignas de atenção apenas as ideias que comportem a idealidade de que o real resiste à ideia.

 

 

Para evitar erros e ilusões no processo de transmutação humana é imprescindível reconhecer, segundo MORIN, que:

  1. Todo e qualquer conhecimento, noologicamente, está ameaçado pelo erro e a ilusão;
  2. O conhecimento é fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e pensamento. Quando assume o caráter de científico tende a detectar os erros e ilusões para erradicá-los;
  3. Nenhum dispositivo cerebral pode destingir a alucinação da percepção, o sonho da vigília, o imaginário do real, o subjetivo do objetivo;
  4. A mente também é fonte permanente de erros, ilusões e delírios;
  5. A memória, fonte de verdades, pode, ainda, estar sujeita aos erros e ilusões;
  6. Teorias, doutrinas, ideologias não somente estão sujeitas aos erros, mas protegem os erros, as ilusões e os delírios;
  7. Doutrinas são teorias fechadas sobre si mesmas e absolutamente convencidas de suas verdades eternas e absolutas. Fundamentam-se na racionalização de verdades para elas permanentes e imutáveis;
  8. A mente, como racionalidade é a melhor proteção contra os erros e ilusões da razão condicionada pela racionalização;
  9. A racionalização, por se crê racional, fundamenta-se em bases mutiladas ou falsas e nega-se à verificação empírica. Quando a racionalização obedece a modelos mecanicistas, reducionistas e deterministas alimenta os mitos, a magia, a religião, os erros, ilusões da razão e delírios.

 

 

Por tudo isso é que a IGREJA LAICA presta sempre homenagem, em suas ações de transmutação humana, aos bilhões de entes humanos anônimos que viveram e vivem no transcorrer do processo de hominização do animal Homo sapiens sapiens, como parte das massas nômades, multidões de escravos, de sem nomes, de seres livres que nasceram, lutaram, morreram e vivem sem deixarem rastros e que com seus cérebros e suas mãos construíram e constroem todo o acervo humanitário das extintas e, das hoje, existentes civilizações do planeta.

São a eles que tudo fizeram e tudo fazem acontecer, que nada foram e nada são, mas que, em um momento histórico futuro, não apenas estarão, mas, serão do mundo e do universo. São a eles que se devem as totais dedicações e a razão político-social-ambiental-econômica-tecnológica da existência da IGREJA LAICA na transmutação humana de ser em si e para si, livres das ilusões e dos delírios de divindades ontológicas da chamada vida eterna.

PROCESSO DE LAICIZAÇÃO E SECULARIZAÇÂO NO MUNDO ATUAL

A laicização ou secularização constitui um processo através do qual a religião perde a sua influência sobre as variadas esferas da vida social. Essa perda de influência repercute-se na diminuição do número de membros das religiões e de suas práticas, na perda do prestígio das organizações religiosas, na influência na sociedade, na cultura, na relativa diminuição das riquezas das instituições religiosas, e, por fim, na desvalorização das crenças e dos valores a elas associados, principalmente, da intolerância religiosa. Também, de um modo geral, perdem poder político entre os governantes e nas ações públicas das organizações dos estados nacionais laicos.

No caso concreto do Brasil desde o Golpe Militar de 1889 que depôs o Imperador Pedro II e proclamou e instaurou a República no Brasil que o Estado Brasileiro (com os poderes: executivo, legislativo e judiciário) deixou de ser um Estado Católico Apostólico Romano para se converter, constitucionalmente, em um Estado Laico.

A partir do século XIX, houve no mundo um progressivo declínio da influência das instituições religiosas tradicionais nos negócios públicos dos estados salvo algumas exceções de estados teístas como são: Israel, Irã, Argélia, Arábia Saudita, etc. Este declínio verificou-se tanto na prática dos fiéis, como na dificuldade crescente das igrejas em recrutar seu clero, sejam eles: padres, pastores, rabinos, etc. para o desenvolvimento e manutenção da instituição religiosa que professam.

Tanto isso é verdade que a maior parte dos estudos relativos a este fenômeno de laicização tem sua investigação já não nas causas e nas razões da laicização ou secularização, mas nas possibilidades da relação da modernidade e contemporaneidade do progresso científico e tecnológico com e frente ao campo religioso.

As religiões costumavam desempenhar um papel mais importante na vida das pessoas. O que explica o seu declínio atual com o processo de laicização? A explicação é seguramente complicada. Um fator, pelo menos nos países desenvolvidos e emergentes, pode ser o aumento do prestígio das  ciências humanas e sociais entre as populações e o predomínio crescente da visão científica das ciências exatas e biológicas no processo educacional sobre a vida, o mundo e o cosmo. Outro fator pode ser a menor importância da vida familiar nuclear (negada pela revolução feminista) e das tradições sociais de um modo em geral. Porém, seja qual for a causa, parece claro que, mesmo nas Américas (Brasil, Estados Unidos, etc.) e na Europa, as pessoas e as instituições religiosas estão, hoje, numa posição diferente do que estavam em tempos pretéritos.

Outrora beneficiavam-se de uma forte posição social e política e, ainda hoje, de subsídios públicos do estado via tributações. A religião é, hoje, uma entre muitas outras forças que competem pela atenção e já não mas define a visão da sociedade e do cidadão sobre a vida e o cosmo.

Por vezes, também, se usa a palavra  secularização para designar esse fenômeno do processo de laicização cujo significado se refere sobretudo à questão jurídicainstitucional e política da separação entre o Estado Nacional  e um Estado Teísta com o advento do “Estado Laico” que significa um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso e as Igrejas diminuem sua influência  religiosa na vida cotidiana das pessoas e nos negócios públicos.

Tal relativização tem consequência crucial na história da Igreja, posto haver uma inversão do padrão de CRISTO, de MAOMÉ ou outros gurus religiosos para o pastorado do seu rebanho. A homossexualidade, que, antes, era condenada e não tolerada pelas religiões, passa a fazer parte do discurso evangélico e se mistura com a própria qualificação dos bispos, pastores, rabinos e diáconos.

Na Europa, Brasil e Estados Unidos, nações que estão no ápice da secularização, o pastorado homossexual é uma realidade em algumas igrejas ou religiões históricas, igrejas estas que acham que é necessário uma profunda reforma na religião cristã contra os preconceitos e intolerâncias outrora cultivados e pregados em seus cultos e manifestações religiosas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE

CONGRESSO ONLINE (CONFIGLAICA) PARA O CHAMADO DE CRIAÇÃO DA IGREJA LAICA COMO INSTRUMENTO DE AÇÃO

 

COORDENAÇÃO DE: TIAGO, EUGÊNIO, LUCAS E GERALDO AGUIAR

 

O CONFIGLAICA (Congresso Nacional de Fundação da IGREJA LAICA) é o Congresso Online com tempestade digital de ideias realizada na INTERNET sobre a sua fundação, implementação e funcionamento segundo as referências explícitas no chamado apresentado anexo (em português e inglês) aos convidados a participarem do evento.

 No futuro certamente haverá outros eventos do CONFIGLAICA que tratarão de temas específicos indicados pelos colaboradores (palestrantes ou entidades) que participam deste Congresso Online (CONFIGLAICA) com tempestade digital de ideias.

Os vídeos-palestras ou pronunciamentos no CONFIGLAICA serão gratuitos durante apresentação online dos seus palestrantes ou entidades participantes. É permitido aos participantes (pessoas ou entidades convidadas) apresentarem até três vídeos conferências no CONFIGLAICA desde que estejam voltados aos temas do CHAMADO para fundação (em anexo), implementação e funcionamento da IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO.

Para as pessoas e entidades que desejem salvar as apresentações (Conferências) para assistirem quando desejarem será cobrado um valor de associação ao evento.  Para essas associações os palestrantes ou entidades terão um código de afiliado, para cujas vendas geradas por esse código os remunerarem em 50% do pacote comprado pelos internautas antes, durante e depois do evento.

Os vídeos-palestras no Congresso Online (CONFIGLAICA) terão duração de tempo, cada um, que variam entre 40 e 60 minutos dos quais: 3 a 5 minutos são dedicados a apresentação do palestrante/entidade; 35 a 55 minutos para o desenvolvimento do conteúdo da palestra e 3 a 5 minutos para promoção de quaisquer produtos do palestrante/entidade (livros, documentos diversos, cursos, consultorias, etc.).

Os vídeos-palestras serão gravados com três opções para os conferencistas/palestrantes ou entidades participantes, ou sejam:

  1. a) gravar apresentação em Power Point;
  2. b) realizar um vídeo conferência;
  3. c) gravar sua apresentação e enviar a Coordenação do CONFIGLAICA para a devida divulgação.

As palestras/conferências gravadas em vídeo-palestras podem ser produzidas e realizadas em um dos seguintes idiomas: inglês, português e espanhol.

Todas as vídeo-palestras devem ser enviadas/encaminhadas via INTERNET à Coordenação do evento CONFIGLAICA com um prazo máximo de 30 dias antes da data marcada para o início do Congresso.

 

Para enviar o arquivo de vídeo, utilizar o serviço do site: https://www.wetransfer.com/

 

O endereço eletrônico que deve ser informado para emissão e recebimento do vídeo/palestra é: palestra@configlaica.com.br

 

As datas previstas para a realização do Congresso (CONFIGLAICA) são os dias … do mês de de 2018 cujo calendário de conferências em vídeo-palestras das pessoas e entidades convidadas serão previamente publicados e divulgados na INTERNET a partir de … de 2019.

Significa dizer que os vídeos-palestras serão recebidos pela Coordenação do (CONFIGLAICA), no mais tardar, até o dia … de 2018.

OPÇÃO 1.

A Forma mais simples de realizar a apresentação ou vídeo-palestra para o Congresso é gravá-la apresentando slides pelo Power Point. É um procedimento simples e muito eficiente. Ideal para palestras onde vai ser mostrado várias fotos, gráficos e pontos informativos. Praticamente é a gravação da sua tela apresentando o Power Point com a voz do palestrante explicando tudo em um dos idiomas adotado no evento (português, inglês e espanhol).

 

Existem dois passos para realizar esses procedimentos. Se o palestrante utiliza o office 2010, assista o vídeo de como gravar sua apresentação clicando no link abaixo.

PowerPoint 2010 – https://www.youtube.com/watch?v=7MauOq22p5M

 

Para quem utiliza o office 2013. O manual passo a passo está no link http://youtu.be/0alsMZQOti8

 

Observação. Para esses procedimentos, evitar falar durante a troca de slides. O Power Point para pôr 1 segundo de gravar o áudio toda vez que você passa um slide.

 

OPÇÃO 2.

Apresentação mais pessoal, onde o palestrante é gravado o tempo todo. A sua palestra não dispõe de slides. É como se fosse a pessoa falando para um canal de televisão.

Para esta opção agendar com TIAGO AGUIAR via e-mail: tiagoaguiar@gmail.com um horário para realizar o vídeo-palestra (conferência). O contato pode ser pelo SKYPE ou HANGOUT do GOOGLE.

Importante. Durante o vídeo-palestra (conferência) deve-se estar em um computador com microfone e webcam. Nesse momento será gravado a apresentação do palestrante. TIAGO AGUIAR ensinará os passos a passo para o procedimento de gravação da conferência a quem desejar pedir ajuda.

Observação. O palestrante pode fazer uma apresentação mista, começar gravando um vídeo se apresentando e conversando para depois entrar na gravação dos slides. Realizando o passo 1 e depois o passo 2.

 

OPÇÃO 3.

Para aqueles que tem familiaridade com computadores e vídeo-palestras (conferências pela INTERNET), podem utilizar o programa camtasia para fazer a palestra. Ele irá gravar a tela do computador e a sua voz. Caso o palestrante já tenha conhecimento de como gravar aulas, vídeo-palestras e apresentações online, basta enviar seus vídeos pela INTERNET para a Coordenação do Congresso (CONFIGLAICA) no endereço eletrônico supracitado.

 

POR QUE O PALESTRANTE OU ENTIDADE CONVIDADA DEVE PARTICIPAR DO CONGRESSO ONLINE?

 

Qual é o principal trabalho de um palestrante ou de uma entidade convidada no Congresso Online – CONFIGLAICA? É passar uma mensagem para um público de internautas ou para frente sobre os assuntos tradados no documento básico ou chamado-manifesto apresentado em anexo aos convidados. É assim que se ajudam as pessoas em diferentes tipos de eventos. Pensando dessa forma, nada é mais natural para um palestrante ou representante de uma entidade sentir desejo de aumentar o alcance de sua mensagem ou fala.

As apresentações ou vídeo-palestras no Congresso Online são liberadas gratuitamente para o público se forem assistidas ao vivo na INTERNET segundo o calendário elaborado pela Coordenação do CONFIGLAICA, mas também, é possível ao internauta comprar um ACESSO VIP para poder conferir ou fazer download das gravações de todas ou de um número limitado dos vídeos-palestras ou pronunciamentos constantes no calendário do evento. Isso significa que até mesmo as pessoas que perderam uma ou mais palestras terão a chance de assisti-las adquirindo-as para seu aprendizado ou deleite intelectual e profissional fazendo download delas.

Participar de Congressos Online CONFIGLAICA é algo que todo palestrante ou profissional competente online deve experimentar. O seu reconhecimento só irá aumentar se tiver a chance de ajudar um número de pessoas, ainda maior, do que está acostumado. Esta é uma forma muito eficaz de se fazer isso. Veja os benefícios dessa modalidade de evento com vídeo-palestras e pronunciamentos.

Congressos Online tipo CONFIGLAICA atraem um público muito maior formados, basicamente, por várias vídeo-palestras ou pronunciamentos (conferências) ministrados por pessoas, representantes de entidades e intelectuais diferentes durante alguns dias pela INTERNET.

O público aumenta, em muito, por dois simples motivos: cada palestrante ou entidade participante leva ou induz o seu próprio público alvo para as palestras ou conferências, ou seja, todas as apresentações contam com uma parcela de público de cada um dos profissionais e de entidades que farão uma ou mais apresentação.

É dessa forma que se consegue aumentar o alcance das mensagens explícitas no evento. Além disso, o processo de divulgação de um Congresso Online, também, é reforçado pelas redes sociais. Não é apenas um palestrante ou uma entidade mais vários outros que participam e estão fazendo a divulgação. Os organizadores do evento são, ainda, os responsáveis pela divulgação do evento.

A experiência de um Congresso Online é marcante com palestras dos mais diferentes profissionais, entidades e intelectuais. É natural que o público se sinta mais motivado para tomar iniciativas e agirem para adquirirem conhecimentos. Ele pode juntar os pontos positivos de cada apresentação em vídeo-palestras e aplicá-los em sua vida cotidiana, intelectual, profissional ou em suas atividades, conferências, serviços, negócios, etc.

Por exemplo um Congresso como o aqui proposto (CONFIGLAICA) pode ensinar assuntos epistemológicos, práticas, técnicas de marketing digital para posicionamento online, da mesma forma que pode dar dicas de gestão, vivência humana, visão do universo com casos de sucesso e táticas que funcionem em diferentes tipos de procedimentos e atividades humanas. A apresentação pode ser projetada para focar um tipo de problema, pois os outros palestrantes ou entidades tratarão de outros temas. Há sempre um reconhecimento do palestrante ou da entidade como autoridade no assunto.

Depois do Congresso Online é normal que o palestrante ou entidade tenha um aumento no seu público alvo. Isso acontece por conta da visibilidade do evento. Ser convidado para palestrar ao lado de outros profissionais é uma prova de autoridade, mostrando que realmente o conferencista possui conhecimentos sobre os temas e, é isso que as pessoas procuram: alguém que tenha sido aprovado pelos outros e reconhecido como uma autoridade no assunto.

Congressos Online são gravados e explícitos na WEB. As apresentações são liberadas gratuitamente se forem assistidas ao vivo segundo um determinado calendário, mas também, é possível, comprar um ACESSO VIP para poder conferir as gravações de todas as palestras e pronunciamentos. Isso significa que até mesmo as pessoas que perderam uma ou mais palestras (incluso a do palestrante ou entidade participante) terão chances de assisti-las, em particular, aquela divulgada pelo conferencista ou entidade para seu público alvo no calendário do evento.

Além disso os palestrantes ou entidades participantes podem trabalhar como afiliados do Congresso Online, disponibilizando ao seu público o link de venda do congresso e ganhando uma porcentagem do pagamento do ACESSO VIP.

Há benefícios para os dois lados: público, palestrante e entidade. Participar do Congressos Online é algo que todo palestrante online deve experimentar.

COMO REMUNERAR O PALESTRANTE OU A ENTIDADE PARTICIPANTE PROMOVENDO O CONFIGLAICA?

 

1) ACESSO VIP.

O Congresso Online é gratuito, porém muita gente não tem tempo disponível para assistir 2 a 8 palestras on-line por dia, durante dias. Muitas pessoas vão querer fazer download das vídeo-palestras e pronunciamentos para assistirem depois no seu computador quando quiserem ou desejarem.  Quem não teve oportunidade de assistir ao vivo pode querer ver ou assistir depois. Para essas pessoas existem pacotes de ACESSO VIP ao Congresso Online e a todas as palestras/pronunciamentos. Esse acesso é vendido.

É por isso que o Congresso Online oferece possibilidades de se adquirir um ACESSO VIP para assistir todas as palestras na hora que o internauta quiser. Junto com o ACESSO VIP o conferencista ou a entidade participante pode ofertar, ainda, vários ou diferentes bônus para tal fim.

2) COMO O PALESTRANTE OU ENTIDADE PODE SER REMUNERADO?

Além de ganhar muita visibilidade participando desse tipo de Congresso o palestrante ou entidade participante pode vender seus produtos (livros, cursos, consultorias, workshops, etc.). O evento é uma excelente oportunidade de divulgação e vendas desses produtos.

3) POR QUE O PALESTRANTE OU ENTIDADE, DEVE SER AFILIADO DO CONGRESSO?

No evento o palestrante ou entidade tem um Código Único (link de afiliado) para divulgar para seu público alvo o Congresso Online. Quando divulgar por e-mail, facebook, youtube, etc. essa divulgação deve ir com o seu link de afiliado. Quando o visitante internauta clicar no link e se cadastrar no Congresso Online sabe-se quem foi o responsável por aquele visitante, e se por acaso ele adquirir o ACESSO VIP o palestrante ou entidade ganha 50% do valor do ACESSO VIP.

          4) LISTA PRELIMINAR DAS POSSÍVEIS ENTIDADES E PESSOAS CONVIDADAS PELA COORDENAÇÃO DO CONFIGLAICA

   American Atheist.  info@atheists.org

Atheist Alliance International. info@atheistallince.org

The Brigts. The-brigts@thebrigts.net

Council for Secular Humanism. info@secularhumanism.org

Freedon From Religion Fundation. info@ffrf.org

Anti-Discrimination Support Network. fsgp@freethanght.org

James Rands Educational Fundation. jref@randi.org

Secular Student Alliance. ssa@secularstudents.org

The Skeptics Society. editorial@skeptic.com

Society for Humanistic Judaism. info@shj.org.

British Humanist Association. info@humanism.org.uk

New Humanism. info@newhumanism.org.uk

Rationalist Press Association. info@rationalist.org.uk

Sauth Place Ethical Society. library@ethicalsoc.org.uk

Humanist Association of Canada. HAC@Humanists.ca

Australian Skeptics. skeptics@bdsn.com.au

Humanist Society of New Zeland. Jeffhunt90@yahoo.co.nz

Rationalist International. info@rationalistinternational.net

Dr. Homa Doradi Foundation. Homa@homa.org

Institute for the Secularization of Islamic Society. info@secularIslam.org

 

Geraldo Aguiar. gmaguiar@yahoo.com.br

Eugênio Aguiar. moutelik@yahoo.com.br

Tiago Aguiar. twaguiar@yahoo.com.br

Manuel Figueroa. mkf@firbetel.com.ag

Giovane Seabra. gioseabra@yahoo.com.br

Vantuil e Fábio Barroso. fabiobarroso@yahoo.com.br

Tadeu Costa. jtmcosta@gmail.com

George Emilio. gebgon@yahoo.com.br

Josemir Bezerra. josemyb@gmail.com

Alena Moutelík. alena.moutelik@gmail.com

Fabrício Azevedo. fabricio@hotlink.com.br

Luiz Orleans. luizorleansd@yahoo.com.br

Jose Mateo. mateo@geo.uh.cu

Ruy Alves. ralves@lusiana.cz

Eduardo Pomar. editorespomar@gmail.com

Ana Isabel. nanisa_bel@hotmail.com

Helio Schwartsman. helio@uol.com.br

 

É desejável que as entidades e pessoas, acima nominadas, possam, também, convidar outras entidades e pessoas que comunguem com o CHAMADO DE FUNDAÇÃO DA IGREJA LAICA PARA REVELAÇÃO com vistas a participarem do CONFIGLAICA. Para tanto, solicita-se que a entidade ou pessoa que fizer o convite comunique aos organizadores do CONFIGLAICA, em tempo hábil, para que a participação em vídeo-palestra (conferência) conste do devido calendário do Congresso a ser transmitido e enviado a todos os participantes (entidades e pessoas convidadas) pela INTERNET.

NOTA: As dúvidas sobre este convite-convocação para participar do CONFIGLAICA podem ser esclarecidas pelos Coordenadores do Congresso via Skype e pelos telefones: 55 81 981312920 ou pelos e-mails: twaguiar@yahoo.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARTE II. O PROCESSO HISTÓRICO DE HOMINIZAÇÃO

Esta parte envolve cerca de dezesseis vídeos sobre os seguintes temas:

A EVOLUÇÃO DO GÊNERO HOMO A PARTIR DA ORDEM DOS MAMÍFEROS PRIMATAS (HOMINÓIDES E HOMINÍDEOS)

As etapas da evolução humana ou do processo de hominização do animal Homo sapiens  sapiens podem ser assim resumidas:

PRIMATAS: Os mais antigos mamíferos da ordem dos primatas viveram há cerca de 70 milhões de anos. Evoluíram dos Mamíferos (animais parecidos com muçaranhos de hábitos noturnos e vivência quase sempre subterrânea), ainda, na época da existência dos dinossauros (antes de suas extinções). Esses mamíferos da ordem dos primatas eram de pequeno porte e habitavam as árvores das florestas e alimentavam-se de folhas de vegetais e de insetos.
HOMINOIDES: São mamíferos da ordem dos primatas que viveram entre aproximadamente 22 e 14 milhões de anos atrás (já após a extinção dos dinossauros que viveram 160 milhões de anos no planeta). O procônsul, que tinha o tamanho de um pequeno gorila, habitava em árvores, mas também descia ao solo; era quadrúpede, isto é, locomovia-se sobre as quatro patas. Descendente do procônsul, o Kenyapitheco às vezes endireitava o corpo e se locomovia sobre as patas traseiras, assim como, o seu descendente, Ardipitheco ramidus.
HOMINÍDEOS: Família de mamíferos da ordem dos primatas que inclui o gênero Australopitheco (evoluídos de hominoides) e, também, o gênero Homo após longo processo evolutivo. O Australopitheco afarense, (Luci e sua cria encontrados como fósseis na Etiópia) viveram há cerca de 3 milhões de anos, ela era um pouco mais alta que o chimpanzé. Já caminhava sobre os dois pés e usava seus longos braços para se pendurar nas árvores. Mais alto e pesado que o afarense, o Australopitheco africano viveu entre 3 milhões e 1 milhão de anos a trás. Andava ereto e usava as mãos para coletar frutos e atirar pedras para afugentar e abater animais. Também, com tal ação repetitiva defendia suas crias quando ameaçadas por predadores carnívoros. Ainda, os Paranthropus (aethiopicus, robustus e boisei) constituíram importantes elos hominídeos no processo de hominização para o gênero Homo.
HOMO HABILIS: Primeiro hominídeo conhecido do gênero Homo (provavelmente evoluído dos gêneros Australopitheco e Paranthropus). Viveram por volta de 2 milhões a 1,4 milhões de anos atrás. Tinham um cérebro relativamente evoluído e suas crias já eram dotadas da mutação de moleira para passarem pela vagina das mães. Fabricavam instrumentos simples de pedra, construíam e habitavam cabanas (cavernas) e, provavelmente, desenvolveram, uma linguagem rudimentar de gestos e sons para se comunicarem socialmente. Seguiam um grande homem ou um patriarca dominante. Seus vestígios só foram encontrados na África.
HOMO ERECTUS: Descente evolutivo do Homo habilis, viveu entre 3 milhões de anos e 150 mil anos atrás. Saiu da África, alcançando a Europa, a Ásia e a Oceania. Fabricava instrumentos de pedra e osso mais complexos e cobria o corpo com peles de animais que abatia. Vivia em grupos (sociedades arcaicas) de vinte a trinta membros e utilizava uma linguagem mais sofisticada (ainda de gestos corporais e de sons repetitivos). Foi o descobridor e manipulador do fogo para uso tecnológico da sobrevivência e do domínio da natureza. Eram coletores e caçadores nômades embora demarcassem territórios.
HOMO NEANDERTALENSIS: Provável descendente do Homo erectus, viveu há cerca de 200 mil a 30 mil anos atrás. Habilidoso, criou muitas ferramentas e fabricava armas e abrigos com pedras e ossos de animais (provavelmente, já pertencia ao gênero Homo sapiens). Enterrava os seus mortos nas cavernas onde viviam, com flores e objetos. Suspeita-se que nas épocas de crises de alimentação eram canibais de suas próprias crias. Tinham porte físico mais avançado que o sapiens cro-magnon. Conviveu com os primeiros homens modernos (Homo sapiens sapiens) e desapareceram ou foram extintos no planeta por motivos até hoje desconhecidos pelas ciências humanas.
HOMO SAPIENS SAPIENS:  Descendente direto do Homo erectus, surgiu entre 100 mil e 50 mil anos atrás. Trata-se, hoje, do homem moderno. Espalhou-se por todo o planeta Terra, deixando, no passado da humanidade, variados instrumentos de pedra, argila, osso, marfim, cerâmica e metais por onde passou. Desenvolveu a arte, pintura e a escultura. Tornou-se sedentário, criou a agricultura (primeira divisão social do trabalho) e inventou a linguagem cognitiva, o raciocínio abstrato e criou máquinas e ferramentas arcaicas e inventou a escrita. É, agora, o mais perfeito e poderoso ser vivo do planeta terra dotado de cultura e de conhecimentos reflexivos e prospectivos que lhe permite continuar a dominar a natureza do planeta e o cosmo (salvo de suas máquinas de turbilhões naturais e cósmicas).

 

É preciso lembrar, porém, que esse painel não está completo. Ele apenas resume, e ilustra de forma muito sinótica, o que foi possível se concluir a partir dos principais fósseis estudados até hoje. Ainda, faltam muitas peças no quebra cabeça da evolução humana (processo de hominização), por exemplo, o tão procurado “elo perdido”, aquele espécime com características de primatas e de humanos, que explicaria um importante passo da humanidade em sua fascinante aventura sobre a Terra.

 

EXTINÇÃO DE PRIMATAS HOMINÍDEOS E DE GÊNEROS HOMO

No processo de construção do planeta terra sua Biosfera incluso sua Antroposfera passaram por inúmeras transformações que implicaram em extinções em massa de espécimes vivas inclusive da ordem dos primatas e dentre eles de diferentes gêneros Homo. Sabe-se, também, que surgiram no planeta mais formas de vida do que aquelas que foram extintas razão pela qual a terra é considerada um planeta vivo (Gaia). Possui, hoje, na sua biosfera perto de três milhões de formas de vida devidamente classificadas e conhecidas pelas ciências biológicas desde viroses, bactérias, fungos, liquens, vegetais diversos, peixes, insetos, aves, mamíferos e outros animais vertebrados e invertebrados.

Há 2,5 milhões de anos surge na África o primeiro gênero Homo, o Homo habilis  com ele começam-se a usar ferramentas de pedra totalmente feitas por ele (começando o Paleolítico) e na alimentação o uso da carne e outras proteínas animais (cupins, formigas) passam a ser mais importante na dieta do Homo habilis. Eram caçadores e tinham um cérebro maior (590–650 cm cúbicos), e braços compridos. Mas os Habilis não eram apenas caçadores, também eram necrófagos e herbívoros, ou seja, onívoros.

Sinoticamente, pode-se dizer que na subtribo de primatas hominina quatro espécimes de Ardipithecos foram extintas além dos Australopithecos (cinco espécimes) e Paranthropus (três espécimes).

Entre os chamados e classificados HOMO LINNAEUS foram extintos os seguintes gêneros de Homo:

  • Habilis;
  • Rudolfensis;
  • Ergaster;
  • Georgicus;
  • Erectus erectus (Java e Pitecantropos);
  • Pekinensis ou Homem de Pekin;
  • Floresiensis;
  • Antecessor;
  • Heidebergensis;
  • Neandertalensis;
  • Sapiens Idaltus.

 

 

SOCIEDADES ARCAICAS E HISTÓRICAS DE HOMINÍDEOS

 Segundo o que diz a ciência evolutiva o ser humano contemporâneo é descendente direto, do animal Homo sapiens sapiens.  É interessante que este último gênero Homo é o único existente na terra e teve como maiores conquistas a capacidade de expressão, comunicação, capacidade simbólica e de abstração o que se pode ver nas artes, nas linguagens e nas escritas como fatores essenciais no processo de desenvolvimento e continuidade da espécie e de formação das sociedades tanto arcaicas como históricas dos entes humanos.

Pode-se dizer, portanto, que o progresso na cultura substituiu as novas evoluções biológicas e orgânicas do ser humano. Com os estudos do processo de hominização, via evolução, pode-se observar que várias características humanas sofreram radicais mudanças e mutações ao longo dos tempos, diretamente relacionadas às alterações que se deram e, ainda, se dão no ambiente, na cultura e na alimentação.

Os grandes saltos qualitativos que se verificaram com os hominídeos, no processo de hominização levaram ao surgimento das sociedades arcaicas e históricas dos humanos ancestrais e atuais estão, pincipalmente, na evolução que sofreram os gêneros Homo Habilis e Homo erectus para a transmutação no Homo sapiens sapiens.

 

VIRTUALIDADE DO PROCESSO DE HOMINIZAÇÃO – A CULTURA

O maior atributo ou virtualidade do processo de hominização do animal Homo sapiens sapiens em ser humano é sem dúvida e sem contestação o processo de trabalho criado por esse ser vivente. Este atributo o leva a ser o único ser vivo no planeta terra a ser dotado de cultura a partir de suas complexas relações de produção na natureza e entre si no processo de trabalho que o obriga a produzir bens econômicos e a ser histórico-social com vistas a suprir às suas necessidades e controlar a natureza em que habita. Também, este atributo o diferencia em toda biosfera do planeta por estar inserto em uma complexa Antroposfera, ou sejam: fonoesfera, noosfera, psicosfera, sociesfera, tecnoesfera e teoesfera.

Conforme o cientista e filósofo ÁLVARO VIEIRA PINTO diferentemente do animal, no ser humano a capacidade de resposta à realidade aumentou em qualidade e intensidade, porque ao longo do processo de hominização, as alterações que ocorreram devido a sua “ideação reflexiva”, criaram novas ações sobre o ambiente, e por meio disso o ser humano exerceu atos originais, não realizados antes por sua espécie. Essas ações foram se acumulando na “consciência comunitária” numa forma de “hereditariedade social” dos saberes adquiridos, pois devido aos seus importantes resultados, foram guardados, acumulados e transmitidos de gerações a gerações. Nessa direção o citado filosofo afirma que a cultura é, por conseguinte, coetânea ao processo de hominização, não tem data de nascimento definida nem forma distintiva inicial. A criação da cultura e a criação do ser humano são na verdade duas faces de um só processo, que passa de, principalmente, orgânico na primeira fase a, principalmente, social na segunda, sem, contudo, em qualquer momento deixarem de estar presentes os dois aspectos e de se condicionarem reciprocamente.

                     O filosofo ÁLVARO VIEIRA PINTO transita no, seu raciocínio, pelas fases do processo de hominização do animal primata ao humano passando pela luta contra seus predadores e fenômenos climáticos e ambientais da natureza até a origem das linguagens simbólicas já vivendo em sociedades que permitiu a comunicação pelo conhecimento reflexivo e não mais repetitivo para sua evolução em diferentes gêneros homo, muitos hoje já extintos, salvo o sapiens sapiens  que, posteriormente criou a linguagem e a escrita, e conseguiu e consegue controlar a natureza para sua subsistência em diferentes e diversificados modos de produção social, com diferentes divisões sociais do trabalho, e níveis de tecnologias, intensificando nas sociedades a violência da exploração de um homem por outro homem que segundo HOBES, no Leviatã, afirma ser o homem o lobo do próprio homem.

Aprofundando seu raciocínio sobre os processos em tela o filósofo enfatiza, a possibilidade de surgimento de uma época “em que cessará o estado de contradição social, dando lugar a uma forma de convívio humano interiormente pacificado pela supressão das discriminações e pelo êxito completo da exploração do único ser que o homem tem o legítimo direito de explorar, porque o conquistou na primevea luta pela constituição da espécie, a natureza”. O grande pensador brasileiro adverte que “as leis biológicas têm vigência necessária e imediata sobre os homens, como não poderia deixar de ser, mas são mediatizadas pelas leis sociais, e por isso na perspectiva proposta por estas é que se terá de atingir e estudar o plano biológico fundamental. Daí a prioridade da luta pela transformação da sociedade. Por conseguinte, enquanto persistirem as circunstâncias discriminatórias, o principal objetivo de qualquer ação libertadora do homem situa-se no plano social”, principalmente, no campo da cultura.

GÊNESE DAS SOCIEDADES HISTÓRICAS HUMANAS  

Há certas dúvidas sobre quais foram exatamente os nossos antepassados mais remotos. Os seres humanos modernos só surgiram há cerca de 150 mil anos. Os humanos são primatas e surgiram na África. Duas espécies que pertenceram aos primórdios da evolução hominídea foram o Sahelanthropus tchadensis, com um misto de caraterísticas humanas e símias, e o Orrorin tugenensis, já bípede. Ambos existiram há cerca de seis milhões de anos passados.

Os hominídeos da época habitavam a África subsaariana, a Etiópia e Tanzânia, ou seja, na África Oriental. Esses primeiros hominoides e hominídeos foram os Ardipithecus e mais tarde (há 4,3 milhões de anos até há 2,4 milhões) os Australopithecus, descendentes dos Ardipithecus. Tinham (os Australopithecos) maiores cérebros, pernas mais longas, braços compridos, e traços faciais mais parecidos aos nossos.

A era glacial começou há 1,5 milhões de anos a trás e provocou migrações de hominídeos em todo o globo. Há uns 50 000 anos a trás, os seres humanos lançaram-se à conquista do planeta em diferentes rumos desde África.

Um ramo alcançou a Austrália.  Outro chegou a Ásia Central, para logo se dividir em dois, um a Europa, e a outro caminhou até cruzar o Estreito de Bering e chegar à América do Norte. As últimas áreas a serem ocupadas foram as ilhas da Polinésia, durante o primeiro milênio.

O Homo neandertais era robusto, com um cérebro grande, e vivia na Europa e oeste da Ásia. Sobreviveram até 24 mil anos atrás e coexistiram com os modernos Homo sapiens sapiens, apesar de estudos de DNA indicarem que não podiam reproduzir-se entre si.

A origem dos Homo sapiens sapiens atuais é bastante discutida, mas a maioria dos cientistas apoia a teoria da Eva Mitocondrial, apoiada por testes genéticos, em vez da teoria evolução multirracional que defende que os seres humanos modernos evoluíram em todo o mundo ao mesmo tempo a partir dos gêneros Homo lá existentes e que se reproduziram entre si entre as várias migrações que supostamente fizeram. Os primeiros fósseis totalmente humanos foram encontrados na Etiópia há 160 mil anos.

Há cerca de 35 mil anos surgiu a arte paleolítica na Europa. Consistia em pinturas nas paredes das grutas, e pequenas esculturas feitas em madeira ou pedra, representando várias vezes símbolos de fertilidade humana.

 Segundo a WIKIPÈDIA a GRÉCIA ANTIGA é o termo geralmente usado para descrever o mundo grego e áreas próximas (tais como ChipreAnatólia, sul da Itália, da França e costa do mar Egeu, além de assentamentos gregos no litoral de outros países, como o Egito). Tradicionalmente, a Grécia Antiga abrange desde 1 100 a.C. (período posterior à invasão dórica) até à dominação romana em 146 a.C., contudo deve-se lembrar que a história da Grécia inicia-se desde o período paleolítico, perpassando a Idade do Bronze com as civilizações Cicládica (3000-2 000 a.C.), minoica (3000-1 400 a.C.) e micênica (1600-1 200 a.C.); alguns autores utilizam de outro período, o período pré-homérico (2000-1 200 a.C.), para incorporar mais um trecho histórico a Grécia Antiga.

Os antigos gregos autodenominavam-se helenos, e a seu país chamavam Hélade, nunca tendo chamado a si mesmos de gregos nem à sua civilização Grécia, pois ambas essas palavras são de origem latinas, sendo atribuídas a eles pelos romanos que os conquistaram. O país homônimo hoje existente (ver República Helênica) descende desta, embora, como já dito acima, o termo Grécia Antiga abrange demais locais.

cultura grega clássica, especialmente a filosofia, teve uma influência poderosa sobre o Império Romano, que espalhou a sua versão dessa cultura para muitas partes da região do Mediterrâneo e da Europa, razão pela qual a Grécia Clássica é geralmente considerada a cultura seminal da ocidental moderna.

Foi a civilização que teve o maior esplendor de eminentes e imortais pensadores, matemáticos, geógrafos, geômetras, escritores e filósofos que a humanidade presenciou na antiguidade e são apreciadas e úteis até os dias de hoje, além de uma fabulosa mitologia e as obras de HOMERO (a Ilíada e a Odisseia) e os feitos do grande imperador e conquistador macedônico ALEXANDRE O Grande.

 

INVENÇÃO DA AGRICULTURA E O PROCESSO CIVILIZATÓRIO

Há 10 mil anos a.C., praticamente não havia agricultura, mas em 6 mil anos os conjuntos de humanos agora sedentários e com capacidade para criar animais e cultivar plantas passariam a ser produtores. A agricultura foi inventada em várias partes do mundo, comumente em épocas diferentes, independentemente das diferentes áreas e territórios.

Primeiro foi no Médio Oriente, mais precisamente no chamado CRESCENTE FÉRTIL, em 10 mil a.C., onde se espalhou para várias zonas do mundo, como o Norte da África (excluindo o Egito) e os Balcãs e no Mediterrâneo há 6 mil a.C.

A razão principal para a invenção da agricultura foi a diminuição de zonas de caça como florestas, e a sua subsequente transformação em desertos estéreis, com o aumento do nível do mar causado pelo fim da idade do gelo, há 14 mil de anos a trás, que acabou devido as mudanças na órbita da Terra. A temperatura subiu 7º Celsius e o nível do mar 25 metros em apenas 500 anos. Há 8 mil de anos o degelo principal estaria praticamente concluído. O estilo de vida tradicional de migração tornou-se demasiado arriscado, e muitas pessoas tiveram de subir montes ou aproximar-se de rios e lagos.

Foi graças ao advento da agricultura e da domesticação de animais que permitiu que muitos entes humanos se fixassem em aldeias e vilas e por lá ficassem o ano inteiro, foi também com a invenção da agricultura que surgiram trabalhos não associados à produção de alimentos, pois pela primeira vez havia alimento suficiente para alimentar toda a gente, mesmo aqueles que não se dedicavam diretamente à sua provisão. Também permitiu que muitos humanos tivessem um maior número de filhos.

Aqueles que não se especializaram em agricultura, puderam tornar-se artesões, mercadores e burocratas criando artefatos como joias, cerâmicas e roupas. Puderam dedicar-se a criar novas tecnologias como a roda, a carruagem e a metalurgia que surgiu na  Anatólia  e na Mesopotâmia (Turquia e Iraque atuais) em aproximadamente 5 000 a.C., e até 4 000 a.C. espalhou-se até ao planalto do Irão, do Cáucaso e delta do Nilo, até 3 000 a.C. dirigiu-se até ao sul da Europa, da Polónia e da Alemanha, França, ilhas britânicas, e depois até 2 000 a.C. à Dinamarca, resto da Polónia, parte dos países bálticos e Bielorrússia.

As primeiras manifestações religiosas no processo civilizatório surgiram em tempos do homem de Neandertal, há 60 mil anos atrás.

CRESCENTE FÉRTIL, uma região do médio oriente e norte de África, foi onde surgiu primeiro a agricultura e, também, um dos primeiros sítios onde se inventou a metalurgia. Foi o local onde surgiram várias das primeiras grande civilizações e cidades. Foi habitada inicialmente pelos natufienses, um povo que sofreu os efeitos catastróficos do degelo, como secas, pois era grandes caçadores e alimentava-se de bagas silvestres. Os peritos historiadores acham que foram as mulheres natufienses, que face ao risco da fome armazenavam as melhores sementes que tinham para plantar, e há quem diga que foi isto que levou ao espalhar da agricultura. Os natufienses também usavam ferramentas agrícolas, como foices e picaretas. Como as plantas selvagens que comiam foram desaparecendo viram-se obrigados a cultivar as sementes de germinação mais fácil, que plantavam em encostas. Os natufienses foram também os primeiros a domesticar o cão e aves.

As primeiras civilizações surgiram na região da Crescente Fértil e no vale do rio Indo, regiões propícias à agricultura. O desenvolvimento levou a formação de grandes cidades que iriam levar a formação dos Estados. Normalmente essas cidades estavam situadas ao curso de grandes rios.

MESOPOTÂMIA o nome “Mesopotâmia” ajuda a entender o lugar. A palavra Mesopotâmia, de origem grega, significa “entre rios”) está situada entre os rios Eufrates e Tigre, no sudoeste da Ásia, numa área que é hoje o Iraque, o sudoeste do Irã, o leste da Síria e o sudeste da Turquia, há cerca de 5 000 anos.

A agricultura mesopotâmica dependia dos ricos sedimentos que as águas dos rios traziam. Os pântanos davam peixes, aves e juncos que serviam para fazer telhados. Como precisavam de esquemas de irrigação e aproveitamento das terras tinham comando organizado por muita gente. Julga-se que isso criou as bases do que se pensa ser a primeira sociedade estratificada com divisão social do trabalho.

A civilização mesopotâmica centrava-se nas cidades do Sul, numa região chamada Suméria. Na Mesopotâmia existiam várias cidades-estados, normalmente ligadas comercialmente e diplomaticamente, às vezes cooperavam e outras competiam entre si. Entre a as grandes cidades contava-se Uruk, KishUrAcádia, que às vezes ascendiam ao controlo do território.

Mas esta sociedade descentralizada que existiu em 3 000 a.C., passou a ter uma hierarquia centralizada, controlada por governantes todo-poderosos, que não costumavam ser considerados divinos. Apareceram, também palácios reais sumptuosos. Para suportar tal sociedade era necessária uma classe de burocratas, escribas e mercadores. Era uma sociedade urbana em que os habitantes viviam em casas feitas com tijolos de terra local, gesso de lama e portas de madeira. Era necessária muita mão de obra para gerir os grandes projetos de rega e construção para cultivar a terra.

A religião estava interligada com a política, e algumas cidades eram governadas por sacerdotes. Eram pobres em recursos naturais, como pedra e metal, e assim tinham a necessidade de estabelecer laços comerciais com uma região que ia até ao vale do Indo e do Golfo Pérsico.

O seu sistema numérico era baseado no número 60, (sexagesimal) e sobrevive, ainda, na divisão do tempo, no círculo de 360º e na trigonometria.

SUMÉRIA (na BíbliaSinar; do acádio Šumeru; em sumériokien-ĝir, algo como “terra de reis civilizados” ou “terra nativa”) foi uma antiga civilização e o nome dado à região histórica habitada por essa civilização, no sul da Mesopotâmia, atual sul do Iraque e Kuwait, durante a Idade do Cobre (ou calco lítico) e a Idade do Bronze inicial. Embora os primeiros registros escritos da região não remontem a mais que cerca de 3500 a.C., os historiadores modernos sugerem que a Suméria teria sido colonizada permanentemente entre por volta de 5500 e 4000 a.C. por um povo não-semita que pode ou não ter falado o idioma sumério (utilizando como evidência para isto os nomes das cidades, rios e ocupações básicas). Aqueles povos pré-históricos sobre o qual se conjecturou são chamados atualmente de “proto-eufrateanos” ou “ubaidas“, e, segundo algumas teorias, teriam evoluído a partir da cultura Samarra, do norte da Mesopotâmia (Assíria). Os ubaidas foram a primeira força civilizatória na Suméria, drenando os pântanos para praticar a agricultura, desenvolvendo o comércio e estabelecendo indústrias, entre elas a tecelagem, o trabalho do couro e dos metais, a alvenaria e a cerâmica.

Alguns estudiosos, no entanto, como PIOTR MICHALOWSKI, professor de Línguas e Civilizações Antigas do Oriente Médio da Universidade do Michigan, e o acadêmico alemão GERD STEINER, contestam a ideia de um idioma proto-eufrateano ou de uma língua de substrato. Tanto eles quanto outros estudiosos sugeriram que a língua suméria era o idioma falado originalmente pelos povos caçadores e pescadores que viviam nos pântanos e na região costeira da Arábia Oriental, e pertenciam à cultura bifacial árabe. Os registros históricos confiáveis aparecem apenas muito mais tarde; nenhum deles foi datado antes do período de Enmebaragesi (século XXVI a.C.). O arqueólogo americano de origem letã JURIS ZARIŅŠ acredita que os sumérios seriam um povo que habitava o litoral oriental da Península Arábica, no Golfo Pérsico, antes de ele ter sido inundado, ao fim da Idade do Gelo.

BABILÔNIA foi uma grande cidade da Ásia antiga, localizada na Mesopotâmia, sobre o Eufrates onde este se aproxima do Rio Tigre. A Babilônia teve o seu primeiro grande império há 2000 a.C. e após várias invasões o império acabou desmantelado pelos persas, depois de uma revolta há 486 a.C.

Os ASSÍRIOS eram um povo semita que vivia no norte da Mesopotâmia. O seu império alcançou o auge nos anos 800 a.C. e 700 a.C., esta foi a era neoassírios, construída sobre as bases do Império Médio Assírio (1350–1 000 a.C.). O império médio possuiu muitos recursos e grande riqueza. Melhorou também a rega e a agricultura. Construiu imponentes construções e criou centros administrativos importantes.

Esses neoassírios eram famosos como guerreiros ferozes, capazes de inovadoras proezas militares. Graças a isso conseguiram expandir o seu território. Possuíam um exército que era a mistura de carros, cavalaria e infantaria e já usavam armas de ferro. O seu exército incluía soldados profissionais, mercenários estrangeiros mandados pelo rei, e eram pagos com as receitas dos impostos locais.

Os assírios usavam horríveis métodos, como a execução em massa, empalação, etc. contra os que se lhes opunham. Patrocinaram também grandes migrações em massa oferecendo terras e assistência. Assim o centro do império tornou-se multicultural.

Eles constituíam uma monarquia, e estavam divididos em províncias governadas por gente nomeada pelo rei. A maioria da população oferecia ao senhor local serviços e bens em troca de proteção. Havia também um bom sistema de vias de comunicação, que incluíam um sistema de estradas que o futuro Império Aquemênida também teria.

O império incluía o sudeste da Anatólia, a Fenícia e Israel, a Babilónia, e obviamente a Assíria e algumas partes do Irã. O império, após divisões internas, foi derrotado pelos babilónios e os medos, que conquistaram a cidade de Assur em 614 a.C.

ANTIGO EGITO foi uma civilização da Antiguidade oriental do Norte da África, concentrada ao longo ao curso inferior do rio Nilo, no que é hoje o país moderno do Egito. Era parte de um complexo de civilizações, as “Civilizações do Vale do Nilo”, do qual também faziam parte as regiões ao sul do Egito, atualmente no SudãoEritreiaEtiópia e Somália. Tinha como fronteiras o Mar Mediterrâneo, a norte, o Deserto da Líbia, a oeste, o Deserto Oriental Africano a leste, e a primeira catarata do Nilo a sul. O Antigo Egito foi umas das primeiras grandes civilizações da Antiguidade e manteve durante a sua existência uma continuidade nas suas formas políticas, artísticasliterárias e religiosas, explicável em parte devido aos condicionalismos geográficos, embora as influências culturais e contatos com o estrangeiro tenham sido também uma realidade.

A civilização egípcia se aglutinou em torno de 3 100 a.C. com a unificação política do Alto e Baixo Egito, sob o primeiro faraó (Narmer), e se desenvolveu ao longo dos três milênios seguintes.

Os antigos egípcios eram politeístas, adoravam o Sol, e o desejo de agradar aos deuses influenciava muito a sua vida. Acreditavam que o deus Osíris julgava a vida depois da morte e fazia a passar junto aos deuses àqueles que tinham levado uma “boa vida”. O culto de Osíris desenvolveu-se no império antigo. Após o colapso do império antigo o culto de Osíris continuou. Antes dele Ra era o deus principal.

A atividade do povo era a agricultura, e as comunas de camponeses que cultivavam a terra chefiadas por conselhos de anciãos, que organizavam a coleta de impostos e o recrutamento obrigatório de trabalhadores para os “projetos reais”. Os escravos do Antigo Egito costumavam trabalhar nas grandes propriedades pertencentes aos templos e cortesões do Faraó. Os faraós eram os reis de todo o país e o seu conselheiro principal chamava-se vizir e dirigia todos os outros burocratas que administravam o país. As campanhas militares contra o Sinai e a Núbia trouxeram ao país bons despojos de guerra, como escravos e ouro, marfim, etc. No império antigo havia o hábito de os faraós construírem pirâmides para serem enterrados nela, sendo que a maior de todas, a de Quéops, tinha 145 metros de altura.

Quando no final do Império Antigo, o poder centralizado começou a enfraquecer, o país ficou dividido em diferentes grupos que guerreavam entre si ocasionalmente. O Egito reunificou-se no início do século XX a.C., com o Império Médio.

No século XXII a.C., os governantes de Tebas afirmaram seu poder e fundaram a XI dinastia, dos Mentuhoep, dando início ao Médio Império, com capital em Tebas. Os canais de irrigação e contenção foram ampliados e as áreas de agricultura cresceram. O comércio também se desenvolveu, como vários tipos de artesanato.

No Império Médio, várias comunas de camponeses empobreceram e arruinaram-se. Em meados do século XVIII a.C. aconteceu uma revolta generalizada de escravos, artesãos e camponeses, que afetou todo o território, os grandes proprietários expulsos dos seus palácios o faraó abdicou. Houve saques as pirâmides; templos e túmulos, os celeiros conquistados foram saqueados e as riquezas do rei divididas pelo povo. Todos os documentos acerca de impostos foram destruídos. Depois houve uma invasão de Hicsos, que controlaram o Egito durante um século e meio. O Império Novo começou quando um movimento social liberta o Egito.

As dinastias egípcias tiveram, em seu conjunto, uma duração de perto de cinco mil anos. Praticamente, essa duração foi  quase a mesma da DINASTIA HAN  chinesa  que durou de 206 a.C. até 220 d.C., tendo sido precedida pela dinastia Qin e seguida pelos três reinos da China. A dinastia Han foi governada pelo clã de LIU.

Foi em distintos períodos da Dinastia Han que viveram, na China, dois lendários mestres e pensadores humanos LAO TSE e CONFÚCIO. A importância dos chineses e dos indianos para o processo civilizatório foram tão importantes quanto a dos egípcios e helênicos. Haja vista que SIDARTA GUATAMA o BUDA ou homem sem pecado foi o criador e indutor da única religião do planeta que não transcende, o budismo, ou seja, que é desprovida de divindade. Hoje, no extremo oriente o budismo é uma forte religião, muito embora, na Índia aonde ela teve origem, a religião predominante é o hinduísmo cujo livro sagrado é o Bhagavat Gita. Note-se que a Índia é o país que mais possui deusas e deuses na terra e, em consequência, religiões politeístas.

Na medida em que o budismo combate e luta contra a emoção do desejo humano ele leva o ser humano, epistemológica e cognitivamente, a uma situação de não ser pecador e de não ter problema ao tirar do seu intelecto ou mente a distância ou o hiato entre uma situação agora real sempre indesejada, em que vive o ser humano, e a de uma situação futura desejada que ele não sabe qual é. Esta é a grande contradição filosófica e a razão de o ente humano ser o único vivente no planeta a ter problema.

 

OUTROS IMPORTANTES POVOS ANTIGOS NO PROCESSO CIVILIZATÓRIO

Entre as civilizações da antiguidade oriundas do processo civilizatório há que se mencionar como muito importantes as seguintes:

FENÍCIOS, povo semita que inventou o alfabeto ancestral (desprovido de vogais que posteriormente foram a ele acrescidas pelos gregos), ainda hoje, é utilizado pelos humanos e foram grandes navegadores e comerciantes. Seu território ficava ao norte de Canaã compreendendo o Líbano e a Síria de hoje. Foram os grandes senhores do mar Mediterrâneo e construíram Cartago no norte da África (Tunísia) uma das cidades mais importante na antiguidade. Já em seu declínio os fenícios foram dominados por CIRO, rei da Pérsia e, também por ALEXANDRE O Grande.

HEBREUS, ISRAELITAS OU JUDEUS doaram ao mundo as leis mosaicas (Tora), os dez mandamentos e os livros que compõem o Velho Testamento das Bíblias judaico-cristãs além da religião monoteísta do judaísmo. Constituíam-se de um povo semita, inicialmente nômade, que ocupou Canaã, denominando-a como Palestina. Note-se que JESUS (que como CRISTO marcou a humanidade até os dias de hoje) era judeu não aceito por eles como CRISTO (o Messias) e por isso o perseguiram e o levaram ao sacrifício, com a anuência, dos romanos que haviam dominado e, na época, governavam a Palestina. Grande parte da história dos hebreus (israelitas) encontra-se documentada nos livros das Bíblias relativos ao mundialmente conhecidos como Velho Testamento. Note-se que as Bíblias judaico-cristãs são o conjunto de livros, ainda hoje, mais lido no planeta e traduzidos em todos os idiomas dos países afiliados a ONU.

PERSAS. Segundo a Enclopédia Livre da Internete (WIKPÉDIA) os persas viviam nas terras onde hoje se encontra o Irã, com comunidades de expatriados (inclusive judeus) que habitavam os países vizinhos e os estados árabes do golfo Pérsico. Um número significativo de persas vivem em comunidades de imigrantes na América do Norte e na Europa. Os Persas se caracterizavam tipicamente pelo uso do idioma persa e de uma cultura e história própria. Os Persas criaram sua própria Religião o Zoroastrismo.

A identidade persa, pelo menos em termos linguísticos, remonta aos arianos indo-europeus, que teriam chegado a partes do Grande Irã por volta de 2000 -1 500 a.C.. Ao redor de 550 a.C., a partir da província de Fars, no Irã, os antigos persas espalharam sua língua e cultura a outras partes do planalto persa através das suas conquistas. Eles dominaram e assimilaram outros povos vizinhos ao seu território ao longo do tempo. Este processo de assimilação continuou diante das invasões dos gregosárabesmongóis e turcomanos, e perdurou ao longo dos tempos islâmicos.

Diversos dialetos e identidades regionais emergiram com o tempo, enquanto uma orientação distintamente persa se manifestou integralmente no Irã e no Afeganistão no século XX, espelhando desenvolvimentos paralelos que haviam ocorrido na Turquia pós-otomana no Mundo Árabe (nacionalismo árabe) e na Europa. Com a desintegração dos últimos impérios persas das dinastias Afixárida e Cajar, o Afeganistão, juntamente com os territórios do Cáucaso (Azerbaijão),  e da Ásia Central (Tajiquistão) tornaram-se independentes do Irã ou foram incorporados ao Império Russo e a extinta URSS.

Os povos persas formam um conjunto eclético de grupos que tem a língua persa como principal legado em comum. Diversas populações da Ásia Central, como os hazaras, apresentam traços de ancestralidade mongol, enquanto os persas ao longo da fronteira com o Iraque têm ligações com a cultura xiita árabe daquele país. Dialetos regionais falados pelos tajiques no Afeganistão mostram afinidades antigas com os dialetos falados no Tabaristão. Como o persa foi por muito tempo a lingua franca do planalto iraniano (as terras altas entre o Iraque e os vales do rio Indo), ele passou a ser usado por diversos grupos como um segundo idioma, incluindo pelos grupos turcomanos e árabes que habitavam a região. Enquanto a maioria dos persas no Irã aderem ao islamismo xiita, os persas que habitam o leste permanecem sunitas. Pequenos grupos de persas continuam a seguir a fé pré-islâmica do zoroastrismo, no Irã, bem como no Paquistão e na Índia (os parsis), onde o uso do idioma persa permanece sendo utilizado para propósitos litúrgicos.

Enquanto a categorização de um grupo étnico persa permanece utilizada entre estudiosos ocidentais, os pontos de vista locais se inclinam para a descrição dos persas como um grupo pan-nacional, frequentemente composto por povos regionais que raramente se referem a si mesmos como persas, e utilizam-se ocasionalmente do termo iraniano. O uso quase sinônimo de iraniano e persa persistiu ao longo dos séculos, apesar dos significados variados do primeiro termo, que inclui idiomas e grupos étnicos diferentes, ainda que aparentados.

Os persas construíram um grande império com CIRO, que conquistou a Babilônia e a Fenícia, e com DARIO que consolidou a civilização pérsica como imperador entre os muçulmanos árabes.

ROMA ANTIGA. Foi uma civilização que surgiu a partir de uma pequena comunidade agrícola fundada na península Itálica no século VIII a.C. Localizada ao longo do mar Mediterrâneo e centrada na cidade de Roma, tornou-se um dos maiores impérios do mundo antigo.

Em seus séculos de existência, a civilização romana passou de uma monarquia para uma república oligárquica, até se transformar em um império cada vez mais autocrático. O Império Romano chegou a dominar o Sudoeste da Europa OcidentalSudeste da Europa/Bálcãs e toda a bacia do Mediterrâneo através da conquista e assimilação.

Devido à instabilidade política e econômica interna e às constantes migrações dos chamados povos bárbaros (assim denominados por não falarem latim ou grego), a parte ocidental do império, incluindo a Itália, Espanha, GáliaBritânia e África, dividiu-se em reinos independentes no século V. Esta desintegração é o marco que historiadores usam para dividir a Antiguidade da Idade Média.

Império Romano do Oriente, governado a partir de Constantinopla, surgiu depois que DIOCLECIANO dividiu o império no ano 286 para sobreviver a uma grande crise. O império compreendia a GréciaBalcãsÁsia MenorSíria e Egito. Apesar da posterior perda da Síria e do Egito para o Império Árabe-Islâmico, o Império Romano do Oriente continuou existindo por mais outro milênio, até que seus restos foram finalmente anexados pelo emergente Império Otomano. Este estágio oriental, cristão e medieval do império é geralmente chamado de Império Bizantino pelos historiadores.

A civilização romana é muitas vezes agrupada na “antiguidade clássica com a Grécia Antiga, uma civilização que, junto com a civilização etrusca e as muitas outras civilizações que os romanos conquistaram e assimilaram, inspirou grande parte da cultura da Roma Antiga.

Esta contribuiu grandemente para desenvolver as ciências jurídicas, governoguerraarteliteraturaarquiteturatecnologiareligião e  linguagem no mundo ocidental e sua história continuar a ter uma grande influência sobre o mundo de hoje.

Com a criação e desenvolvimento da religião monoteísta cristianismo, principalmente, a partir de CONSTANTINO nos anos 300 e elaboração e pregação dos livros que constituem o Novo Testamento das Bíblias Cristãs escritos, em parte, por judeus convertidos ao cristianismo como foi o exemplo do filisteu SAULO ou PAULO (São Paulo) que, teórica e praticamente, separou o cristianismo do judaísmo conforme se vê nas Cartas e Epístolas Paulinas como parte do Novo Testamento das Bíblias judaico-cristãs fundando com base no cristianismo primitivo, a Igreja Católica Apostólica Romana e o seu politicamente  poderoso Papado com sede no Vaticano.

 

SINOPSE DOS MODOS DE PRODUÇÃO NO PROCESSO CIVILIZATÓRIO

Dentro da visão EVOLUCIONISTA, do mundo sem dúvida, derivam as seguintes relações humanas básicas:

  1. Ser humano versus ser humano que é necessária, imediata e natural inclusive entre os humanos naquilo que é reprodutivo e emocional, nas diferentes culturas e sociedades antrópicas
  2. Ser humano com a natureza que se caracteriza no domínio ou no controle da natureza para fins da sua subsistência onde utiliza não somente os cinco sentidos ou emoções naturais, mas também, suas emoções secundárias básicas, espirituais, supérfluas e de luxúrias.

Essas relações, no processo de hominização e, também, civilizatório, consubstanciaram as relações humanas em sociedades históricas que se compõem dos seguintes elementos:

  • Proprietários dos meios de produção (P)
  • Trabalhadores operários ou não (T)
  • Meios de trabalho (MT)
  • Relações preponderantes de propriedades (A)
  • Relações de produção e de distribuição (B).

As combinações dos elementos essenciais das relações humanas (A, B, P, T) deram origem aos seguintes modos de produção (MP):

  • Comunitário tribal
  • Tributário asiático
  • Antigo
  • Camponês
  • Artesanal
  • Escravista
  • Servil feudal
  • Capitalista mercantil
  • Latifundiário
  • Escravista colonialista
  • Capitalista industrial
  • Associativo-cooperativo
  • Estatal capitalista
  • Estatal socialista
  • Escravista concentracionário
  • Capitalista/imperialista
  • Capitalista global ou neoimperialista.

 

No que pese essa grande classificação de modos de produção, na prática, são muito conhecidos e estudados os seguintes:

  1. Comunismo primitivo ou tribal praticado pelos nômades, coletores e caçadores na antiguidade (durou aproximadamente vinte e cinco mil anos) e, hoje, é praticado por algumas tribos indígenas principalmente na Amazônia;
  2. Escravismo da antiguidade (que negou o comunismo primitivo) teve uma duração pouco superior a seis mil anos;
  3. Feudalismo ou feudal servil (negou o escravismo antigo não racial) foi praticado na chamada época medieval ou idade média e no capitalismo mercantil. Após o Concílio Papal de Trento, deu origem nas Américas e na África ao escravismo colonial com duração de cerca de 700 anos;
  4. Capitalismo/imperialismo com aproximadamente 350 anos de existência e que perdura até os dias de hoje como um sistema mundo predominante.

 

Nas relações humanas frente ao contrato social (estado e sociedade) os modos de produção são relevantes para a compreensão das categorias e classes sociais que dão inteligibilidade as sociedades históricas (S).

A categoria de sociedade humana é vista nos melhores dicionários, como um “conjunto de pessoas que vivem em certa faixa de tempo e de espaço, seguindo normas comuns e que são unidas pelo sentimento de consciência do grupo ou corpo social” entre muitas outras conceituações específicas.

A sociedade é objeto ou domínio de diferentes disciplinas ou ciências humanas como são a: filosofia, antropologia, paleontologia, sociologia, ideologia, história, geografia, economia política, antropologia, arqueologia e muitas outras.

Segundo MARX, contextualizado por FOSSAERT, “a sociedade é constituída não de produtos, nem mesmo da produção, mas, isto sim, de relações de produção, de dominação, de comunicação (ideologia) ” e de classes sociais antagônicas ou não. É a partir dessa complexidade da sociedade que, a seguir, de forma muito sinótica, se pretende levar o internauta a contextualizar daquelas categorias básicas para a apreensão e o entendimento do que vem a ser a sociedade humana.

     Instância econômica – (IE). Grosso modo, a instância econômica é a apreensão da sociedade em sua relação dual entre as forças produtivas versus relações de produção correspondentes e presentes em todo e qualquer modo de produção (MP). Este, por sua vez, é o conjunto das práticas, relações e estruturas sociais de produção na complexidade da teia da vida material dos humanos na rede da sociedade.

Em cada modo de produção (segundo FOSSAERT) o valor desenvolvimento (VD) abre possibilidades totalmente diferentes e articulações para as novas formações econômicas (FE).

Em tese, as lógicas do valor que conformam as diferentes formações econômicas são:

  • Lógica do valor de uso (VU) constituída dos tributos e do comércio distante pelo capital mercantil e, também, pelo escambo em suas diferentes formas, ou ainda por comunidades autogeridas que se guiam pelo valor ou custos de produção da mercadoria;
  • Lógica do valor de troca (VT) se dá pela sujeição formal do capital mercantil, pela formação de preço do valor da mercadoria na troca mercantil, pela sujeição colonial, pela renda capitalista e pelo capital financeiro de sujeição formal;
  • Lógica do valor desenvolvimento se processa através das articulações de trocas no capitalismo de estado ou, ainda, planificadas no socialismo de estado quando voltada para o outro e, principalmente, nas articulações de trocas na economia social solidária-comunitária.

Das lógicas do valor, acima citadas, derivam redes de valores com respeito a impostos/despesas e as de moeda/crédito.

As formações econômicas mais conhecidas e estudadas por FOSSAERT e SROUR são: comunitária, tributária, tributário-mercantil, antiga, escravista, servil, servil-mercantil, capitalista-mercantil, dominial-mercantil, dominial-capitalista, capitalista, capitalista-monopolista, estatal-monopolista, mercantil simples, colonial, dominial-estatal-capitalista, transição e estatal-socialista.

Ainda, na instância econômica, a categoria de classe social (CS) é identificada pela situação dos trabalhadores e dos proprietários em determinado modo de produção e formação econômica em que figura com vistas aos meios de trabalho e aos meios de produção. Vale salientar que no próprio âmbito dos trabalhadores e dos proprietários existem e operam estratificações que na linguagem sociológica são conhecidas como estratos sociais ou categorias sociais. Existem situações em que indivíduos configuram presença entre os proprietários e entre os trabalhadores como são exemplos os artesãos, os minifundistas (capitalistas de si mesmo) e alguns manufatureiros.

Na instância econômica as classes sociais têm importância nas transferências de uma classe ou de um estrato social a outro no processo de produção de bens e serviços.

     Instância social – (IS). Confunde-se com a própria categoria de modo de produção na medida em que nela são articuladas as representações da sociedade como totalidade, ou seja, as relações das formações: econômica, política e ideológica para o espaço e tempo das formações sociais (FS) no sistema mundial. São naquelas instâncias que realmente se configura a teoria das classes sociais, particularmente, da luta de classes que é objeto da formação social caracterizada pelo modo de produção dominante ou hegemônico em determinado tempo e espaço.

Devido ao fato da instância social identificar-se, também, como modo de produção é que se conformam os sistemas mundiais ou internacionais inclusive do globalismo. O mundo e a sociedade são construções históricas. Não se confundem com a natureza como ordem do real (N), com o planeta terra e, mesmo ainda, com as concepções do mundo sejam elas evolucionista ou criacionista. Conclui-se, pois, que a terra contempla vários mundos e várias sociedades.

Sistemas mundiais são, portanto, uma demarcação para aferir os efeitos dos modos de produção e das seguintes formações que lhe corresponde: econômica, social, política e ideológica. São as articulações entre estados, povos, etnias e nações com as disfunções da revolução demográfica induzida pelos modos de produção que levam a partilha do mundo entre algumas potências que caracterizaram e caracterizam as seguintes formas no sistema mundial: antigo, mercantilista, mercantilista-colonialista, imperialista em construção, imperialista em crise, neoimperialista e, agora, sistema mundo do capitalismo que se encontra em crise sistêmica e que tende a ser superado por outro modo de produção, ainda, não identificado ou caracterizado.

     Instância política – (IP). Esta trata do conjunto da sociedade na sua relação consigo mesma em todo o processo da organização social. É a forma principal de organização que a sociedade assume. Em geral sua organização principal é o estado. Outrossim, existem organizações em clãs, tribos, nações e etnias que normalmente estão representadas por um poder de estado.

Os domínios do estado são defendidos pelos aparelhos de estado (AE) concebidos como: forças armadas, judiciário, financeiro, econômico, relações exteriores, administrações locais, etc.

As grandes categorias de aparelhos de estado são: embrionários, militares, burocrático-cartoriais, financeiros e planificadores.

Nas formações sociais cuja formação econômica é dominada por qualquer modo de produção pré-capitalista a dominação consiste no recobrimento da propriedade pelo poder. Já nas formações sociais cuja formação econômica é capitalista a dominação se dá no livre jogo do valor de troca devidamente monopolizado nas mercadorias.

     FOSSAERT e SROUR em seus estudos apontam para os seguintes tipos de estado: chefia comunitária, tributário, cidade-estado (antiguidade), escravista, senhorio, principado, cidade-estado (medieval), aristocrático, aristocrático-burguês, república burguesa, república camponesa, militar-nacionalista, soviético e transnacional ora em formação pelos blocos de integração como é exemplo a União Europeia e a construção do Mercosul.

Na instância política é muito significativa a conhecida sociedade civil (SC) como conjunto de poderes organizados que, em geral, opõe-se ao estado doando-lhe ou não legitimidade e inteligibilidade. Estado e sociedade civil interpenetram-se e combatem-se dialeticamente de uma sociedade a outra em busca de hegemonia. Toda e qualquer sociedade civil é caracterizada na determinação dos tipos de hegemonia nos sistemas: econômico, político e ideológico.

Ainda, na instância política há que se apreender a formação política (FP), isto é, o arranjo ou trama de poderes que se dão na sociedade para estabelecer compatibilidade com um aparelho de estado. A formação política é a relação que se dá entre o estado e a sociedade civil organizada da sociedade como um todo. Para tanto, nas formações políticas as classes sociais estão imbricadas a um jogo de determinações com posições variáveis nos aparelhos de estado emanados da formação econômica institucionalizada em organizações diversamente hierarquizadas.

Nas formações políticas as classes sociais se apresentam de forma dual e oposta, ou seja, uma dominante detentora do poder do estado e outra de dominados que povoam os aparelhos de estado.

Na sociedade o poder é a capacidade de determinadas classes sociais disporem de aparelhos de estado para conduzir ou reprimir segundo seus interesses as atividades dos entes humanos em sociedade. Com respeito ao poder todo aparelho de estado se confunde com o aparelho social que é um sistema organizado de pessoas e de meios materiais institucionalizados ou não. Propriedade e poder são relações idênticas e se confundem na sociedade e particularmente na instância política com vistas às classes sociais. A propriedade fundamenta o poder que a sustenta.

     Instância ideológica/psicossocial – (II). Esta instância se verifica no corte transversal do ente humano (EH) com a sociedade (EH/S). Todo ser humano é um animal político salvo aqueles que são idiotas, na acepção etimológica da palavra e não na acepção vulgar-preconceituosa. Os entes humanos são dotados de conhecimento reflexivo, desejam, falam, pensam, escrevem, comunicam-se, doam sentidos as coisas e a natureza, são possuidores de polegar opositor, em cada uma das mãos, além de serem bípedes com coluna vertical ereta e com tele encéfalo altamente desenvolvido.

As formações ideológicas – (FI) explicitam as relações ou vínculos que unem toda vida ideológica ou psicossocial as constrições da economia e da política. Está imbricada ao sistema de classes em que se reduzem todas as estruturas sociais.

De forma sumária as formações ideológicas apresentam-se na tipologia como: teocráticas (religiosas), cidadãos, raciais, jurídicas, coloniais, nazifascistas, comunistas, liberais, neoliberais, socialistas, etc. Consubstanciam naquilo que se identifica como aparelhos ideológicos (AI), isto é, nas imbricações do real ao social e não existem como tais, isto é, situam-se nas entranhas das formações econômicas e misturadas no concreto das formações ideológicas. Materializam-se, em geral, em aparelhos ideológicos de: estado, religiões (igrejas), escolas, publicidade, imprensa (falada, escrita e televisa), artes, lazeres, ciências, assistenciais, associações, clubes, partidos políticos, corporações e sindicatos. Suas expressões categoriais explicitam-se em: embrionários, religiosos, escolares, governados, públicos, de pertença, de clientela, de adesão, etc.

Do ponto de vista das classes sociais a instância ideológica se projeta na forma dual contraditória de reinantes ou dominantes e de mantenedores ou dominados que não são intemporais.

As instâncias, acima citadas, conformam o que se chama discurso social e hegemonia inerente a qualquer sociedade e não servem de base a linguagem e a superestrutura da sociedade. O discurso social fala da pátria ou das próprias formas da integração/identificação da massa ou do povo de uma dada sociedade. Ele elucida a formação das: tribos, clãs, etnias, nações, castas e as identificações das classes sociais. É de fato um sistema de valores que leva a hegemonia, ou seja, a uma ideologia dominante.

     Sistemas mundiais. O conhecimento e a sociedade são construções históricas. Não se confundem com o universo natural, com o planeta e menos ainda, com as concepções do mundo. Daí assegurar-se que a terra na sua biosfera contempla vários mundos e sociedades. O próprio conceito de sistemas mundiais é, portanto, uma demarcação para aferir os efeitos dos modos de produção e das seguintes formações: econômica, política, social e ideológica.

Os sistemas mundiais são as articulações intercontinentais ou internacionais com as difusões da revolução demográfica induzidas pelos modos de produção que levam a partilha do mundo entre algumas potências que caracterizaram as seguintes formas no sistema mundial: antigo, mercantilista, mercantilista-colonialista, imperialista-monopolista, imperialista em crise, neoimperialista ou sistema mundo do capitalismo que tende a ser superado por outro modo de produção ainda não identificado.

HOMINIZAÇÃO E ANTROPOSFERA

A Antroposfera é a parte da biosfera naquilo que se refere única e exclusivamente à vida e a cultura dos seres humanos e suas atividades no planeta. É conceituada, ainda, como o espaço da biosfera, onde o ser humano vive e que inclui todas as formas de atividades, relações e papéis nas sociedades e ecossistemas. Por sua vez a Antroposfera é constituída pelas virtualidades e virtualizações que se deram no processo de hominização do primata antropoide Australopithecos que evoluiu para dar origem ao gênero Homo. Para melhor entender a Antroposfera é necessário conhecer seus componentes abaixo discriminados e explicitados:

 FONOSFERA

 

Trata esta esfera da criação da linguagem e da comunicação humana cognitiva pelo Homo sapiens, sapiens a partir de conhecimentos reflexivos. Constitui esta esfera aquela que resulta da mutação evolutiva, (segundo CHOMSKY) que levou à invenção e criação das linguagens: faladas, orais, escritas, vocais, verbais, simbólicas, mímicas, de sinais, corporais, etc. Estas permitiram ao animal primata antropoide em evolução  e, principalmente, o animal do gênero Homo (perto de 200.000 anos) se humanizar na medida em que substituía a comunicação e a aprendizagem da repetição, pela comunicação e aprendizagem via processo de cognição na transmissão de informações. Esse fato contribuiu, para desenvolver os conhecimentos: reflexivos e prospectivos que diferenciaram e, ainda, diferenciam, os humanos das demais formas de vida animal existentes na biosfera.

 SOCIOSFERA

 Oriunda da necessidade daqueles animais da ordem dos primatas, em processo de hominização, viverem, com o requisito básico e essencial de sua existência natural, em sociedade. É na sociesfera que se tem a origem da violência a partir do momento em que aquele animal do gênero Homo sapiens, sapiens, passa a explorar seu semelhante, agora, inserto na primeira divisão social do trabalho e na criada propriedade privada cuja gênese está na invenção ou criação da agricultura. Já nas sociedades históricas (sumérios, helênicos, egípcios, etc.), concomitantemente, com o processo do sedentarização humana é que se processa a passagem do modo de produção do comunismo primitivo ou tribal (onde os seres humanos eram coletores e caçadores) para o do escravista da antiguidade tanto nas formas arcaicas quanto nas formas históricas de sociedades.

 TECNOSFERA

 É a habilidade e capacidade de os humanos poderem criar e inventar ferramentas, máquinas e instrumentos de trabalho para o necessário controle da natureza com o propósito de resolver a sua contradição fundamental ou básica com ela que se dá via processo de produção de bens econômicos para sua subsistência e bem-estar e que se processa necessária e obrigatoriamente na sua vida em sociedades. A partir do uso das mãos, com polegares opositores, (formando pinças) e do seu sistema nervoso sob a égide cerebral puderam os humanos construir instrumentos, ferramentas, máquinas simples e meios de trabalho que permitiram prover sua própria subsistência não mais como entes coletores e caçadores, mas sim como produtores de bens econômicos e de consumo para sua existência e auto recriação.

 PSICOSFERA.

É a capacidade de os seres humanos poderem a partir da abstração do seu raciocínio criar: deuses, deusas, demônios, satanases, fadas, bruxas, mitos, fantasmas, tabus, totens, paraísos, purgatórios, céu, inferno, extraterrestres, papafigo, lobisomens, super-heróis, sacis, caaporas, alienígenas, etc. Foi pela psicosfera junto com a noosfera que os humanos criaram e desenvolveram o campo religioso, (mono e politeísta), fato histórico muito importante e poderoso no seu processo civilizatório. Certamente, esse fato ou fenômeno surge como protesto dos humanos em apreender e aceitar à racionalidade do fenômeno e emoção   da morte nas vicissitudes (venturas e desventuras) da sua vida real na terra e, portanto, demandando da sua prodigiosa mente a necessidade de ele criar na sua psique uma vida eterna com suas respectivas e inúmeras divindades, delírios e jardins.

NOOSFERA

Constitui a esfera das ideias. É também, conhecida como a “esfera do pensamento humano”. É objeto da ciência noologia, ou seja, aquela que tem como propósito o estudo das ideias imbricadas aos conhecimentos reflexivos e prospectivos que levaram e levam os humanos a serem os únicos entes vivos no planeta a serem dotados de cultura e a terem capacidades simbólicas e de abstração e doarem sentido a todas as coisas e fenômenos.

TEOESFERA

 Esta é oriunda e faz parte da noosfera e psicosfera na medida em que a partir delas cultuam a fé como base sagrada das crenças e procedimentos frente à realidade na terra e na eternidade ou transcendência da vida terráquea para a vida eterna. Toda sua propedêutica como a sua hermenêutica remontam para a teologia das religações no campo do sagrado: religioso, mítico e místico.

Estas esferas que constituem a Antroposfera, sem dúvida alguma, quando a ela se conecta ou se acrescenta a arte tem-se aquilo que, com certeza, pode se chamar, conceituar e se definir como cultura humana que, na natureza, é atributo único e exclusivo deste ser.

 

SINOPSES HISTÓRICAS DAS LUTAS POLÍTICAS SOCIAIS E RELIGIOSAS (SECULO I AO SECULO XXI)

Este aspecto é visto a partir de cinco sínteses a saber:

  1. Período medieval ou Idade Média;
  2. Revolução industrial e Revolução Francesa;
  3. As duas Guerras Mundiais;
  4. A Guerra Fria;
  5. Mundo contemporâneo (globalização/mundialização).

 

 

IDADE MÉDIA (PERÍODO FEUDAL-SERVIL)

O surgimento do cristianismo primitivo com a vivência de JESUS marca o declínio ou o processo de finalização do mundo antigo a partir das contradições econômicas e sociais existentes no império romano que se debilitava com constantes crises e revoltas como foi a dos gladiadores liderados por Espartaco.

É no início do período medieval que surgem, por influência do cristianismo primitivo, vários monastérios como foram os de JOAQUIM DE FLORO, FRANCISCO DE ASSIS, DUNS SCOT, MARCÍLIO DE PÁDUA, GUILHERME DE OCCAN, DOMINGOS DE GUSMÃO e TOMÁS DE AQUINO encampados pela Igreja Católica Apostólica em consolidação no já deteriorado e fracionado império romano.  Os mosteiros cristãos ocidentais, de grande importância na Idade Média, também são chamados de abadia, priorado, convento cartuxo, convento de frades, e preceptoria, enquanto a habitação de freiras é chamada de convento. A vida comum de um mosteiro cristão é conhecida como cenobítica.  As contradições no seio da igreja católica apostólica romana levaram à grande cisma entre católicos ortodoxos e católicos romanos que se deu no ano de 1054 para o qual em muito contribuiu o movimento das cruzadas.

Na medida em que o Papado romano se fortificava como instituição de grande poder político na Europa teve-se a organização da inquisição no combate aos movimentos heréticos que surgiram e se espalharam entre todos os povos europeus (francos, germanos, anglos, alsacianos etc.) e intensificaram, também, pelos católicos a violência das cruzadas para combater o islamismo como religião monoteísta nova e emergente e os povos islâmicos em plena ascensão no oriente.

Ainda, na Idade Média, se dão na Europa as cismas religiosas dentro da igreja católica apostólica romana de CALVINO e de LUTERO contra o despótico domínio do Papado e o advento das guerras camponesas, dos cem e dos trinta anos, além das guerras hussitas (JOÃO HUSS) lideradas por GISKA.

Já no fim desse período servil a humanidade cultuou grandes movimentos utópicos ou utopias como foram as pregadas por THOMAS MORO, TOMAZ CAMPANELLA, SAINT SIMON e ROBERTO OWEN.

Um dos grandes frutos do período feudal foi o surgimento ou nascimento do capitalismo mercantil e, imbricado a ele, as grandes navegações oceânicas e todo o movimento do renascimento com o desenvolvimento das ciências, artes, cultura e dos processos educacionais além das grandes conquistas de novos territórios como o descobrimento das Américas, da Austrália e da Nova Zelândia.

REVOLUÇÕES: INDUSTRIAL E FRANCESA

Antes da Revolução Industrial, a atividade produtiva era artesanal e manual (daí o termo manufatura), no máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podiam se organizar em corporações de ofícios e dividirem algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo o processo, desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas (se não todas) etapas do processo produtivo.

Com a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, os trabalhadores perderam o controle do processo produtivo, uma vez que passaram a trabalhar para um capitalista patrão na qualidade de empregados ou operários, perdendo a posse da matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros.

Esse momento de passagem marca o ponto culminante de uma revolução tecnológica, econômica e social que vinha se processando na Europa desde a Idade Média, com ênfase nos países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja CatólicaInglaterraEscóciaPaíses BaixosSuécia. Nos países fiéis ao catolicismo, a Revolução Industrial eclodiu, em geral, um pouco mais tarde, e num esforço declarado de copiar aquilo que se fazia nos países mais avançados tecnologicamente que de um modo geral eram os países protestantes.

De acordo com a teoria de KARL MARX, a Revolução Industrial, iniciada na Grã-Bretanha, integrou o conjunto das chamadas Revoluções Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo mercantil (comercial) para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Média para a Moderna e a Idade Contemporânea. Para KARL MARX, o capitalismo seria um produto da Revolução Industrial e não sua causa.

Com a evolução do processo, no plano das Relações Internacionais, o século XIX foi marcado pela hegemonia mundial britânica, um período de acelerado progresso econômico-tecnológico, de expansão colonialista e das primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. Durante a maior parte do período, o trono britânico foi ocupado pela rainha VITÓRIA (1837-1901), razão pela qual é denominado como Era Vitoriana.

Ao final do período, a busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos maciçamente produzidos pela Europa produziu uma acirrada disputa entre as potências industrializadas, causando diversos conflitos e um crescente espírito armamentista que culminou, mais tarde, na eclosão, da Primeira Guerra Mundial (1914).

A Revolução Industrial ocorreu primeiramente na Europa devido a três fatores:

1) Os comerciantes e os mercadores europeus eram vistos como os principais manufaturadores e comerciantes do mundo, detendo ainda a confiança e reciprocidade dos governantes quanto à manutenção da economia em seus estados;

2) A existência de um mercado em expansão para seus produtos, tendo a Índia, a África, a América do Norte e a América do Sul sido integradas ao esquema da expansão econômica europeia;

3) O contínuo crescimento de sua população, que oferecia um mercado sempre crescente de bens manufaturados, além de uma reserva adequada (e posteriormente excedente) de mão-de-obra.

 

Revolução Francesa (1789-1799) foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história e, mais amplamente, em todo o continente europeu. O maior feito e marco da Revolução Francesa foi a tomada do poder político pela burguesia.monarquia absolutista que tinha governado a nação durante séculos entrou em colapso em apenas três anos. A sociedade francesa passou por uma transformação épica, quando privilégios feudaisaristocráticos e religiosos evaporaram-se em toda Europa sobre um ataque sustentado de grupos políticos radicais de esquerda, das massas nas ruas e de camponeses na região rural do país. Antigos ideais da tradição e da hierarquia de monarcas, aristocratas e da Igreja Católica foram abruptamente derrubados pelos novos princípios de Liberté, Égalité, Fraternité (em português: liberdade, igualdade e fraternidade). As casas reais da Europa ficaram aterrorizadas com a revolução francesa e iniciaram um movimento contrário que até 1814 tinha restaurado a antiga monarquia, mas muitas reformas importantes tornaram-se permanentes e irreversíveis. O mesmo aconteceu com os antagonismos entre os partidários e inimigos da revolução, que lutaram politicamente ao longo dos próximos dois séculos.

Em meio à uma profunda crise fiscal, o povo francês estava cada vez mais irritado com a incompetência do rei LUÍS XVI e com a indiferença contínua e a decadência da aristocracia do país. Esse ressentimento, aliado aos cada vez mais populares ideais iluministas, alimentaram sentimentos radicais e a revolução começou em 1789, com a convocação dos Estados Gerais em maio. O primeiro ano da revolução foi marcado pela proclamação, por membros do Terceiro Estado, do Juramento do Jogo da Péla em junho, pela Tomada da Bastilha em julho, pela aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em agosto e por uma épica marcha sobre Versalhes, que obrigou a corte real a voltar para Paris em outubro. Os anos seguintes foram dominados por lutas entre várias assembleias liberais e de direita feitas por apoiantes da monarquia no sentido de travar grandes reformas no país.

Primeira República Francesa foi proclamada em setembro de 1792 e o rei LUÍS XVI foi executado no ano seguinte. As ameaças externas moldaram o curso da revolução. As guerras revolucionárias francesas começaram em 1792 e, finalmente, apresentaram espetaculares vitórias que facilitaram a conquista da Península Itálica, dos Países Baixos e da maioria dos territórios a oeste do Reno pela França, feitos que os governos franceses anteriores nunca conseguiram realizar ao longo de séculos. Internamente, os sentimentos populares radicalizaram a revolução significativamente, culminando com a ascensão de MAXIMILIEN ROBESPIERRE, dos jacobinos e de uma ditadura virtual imposta pelo Comitê de Salvação Pública, que estabeleceu o chamado Reino de Terror entre 1793 e 1794, período no qual entre 16 mil e 40 mil pessoas foram mortas. Após a queda dos jacobinos e a execução de ROBESPIERRE, o Diretório assumiu o controle do Estado francês em 1795 e manteve o poder até 1799, quando foi substituído pelo Consulado em 1799, sob o comando de NAPOLEÃO BONAPARTE cujo ideal já era, naquela época, criar um sistema mundo capitalista que a ele se contrapôs os recém criados Estados Nacionais.

era moderna e contemporânea tem se desdobrado na sombra dos ideais conquistados pela Revolução Francesa. O crescimento das repúblicas e das democracias liberais ao redor do mundo, a difusão do processo de laicização (secularismo), o desenvolvimento das ideologias modernas e a invenção da guerra total tiveram o seu nascimento durante aquela revolução. Eventos subsequentes que podem ser rastreados com a revolução francesa incluem as Guerras Napoleônicas, duas restaurações separadas da monarquia (a primeira em 1814 e a segunda, a Restauração Bourbon, em 1815), e duas revoluções adicionais (1830 e 1848) ajudaram a moldar a França de hoje.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Entre as causas da Primeira Guerra Mundial inclui-se as políticas expansionistas e imperialistas das grandes potências da Europa, como o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro, o Império Otomano, o Império Russo, o Império Britânico, a Terceira República Francesa e a Itália.

Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque FRANCISCO FERNANDO da Áustria, herdeiro do trono do império Austro-Húngaro, pelo nacionalista iugoslavo GAVRILO PRINCIP, em Sarajevo, na Bósnia, foi o estopim imediato da guerra, o que resultou em um ultimato Habsburgo contra o Reino da Sérvia. Diversas alianças formadas ao longo das décadas anteriores foram invocadas, assim, dentro de algumas semanas, as grandes potências estavam em guerra que através de suas colônias e áreas de influência, o conflito logo se espalhou ao redor do planeta.

Em 28 de julho, o conflito iniciou-se com a invasão austro-húngara da Sérvia, seguida pela invasão alemã da BélgicaLuxemburgo e França, e um ataque russo contra a Alemanha. Depois da marcha alemã em Paris ter levado a um impasse, a Frente Ocidental estabeleceu-se em uma batalha de atrito estático com uma linha de trincheiras que pouco mudou até 1917. Na Frente Oriental, o exército russo lutou com sucesso contra as forças austro-húngaras, mas foi forçado a recuar da Prússia Oriental e da Polônia pelo exército alemão. Frentes de batalha adicionais abriram-se depois que o Império Otomano entrou na guerra em 1914, Itália e Bulgária em 1915 e a Romênia em 1916.

Em decorrência do fechamentos das rotas comerciais do Mar Negro e da entrada do Império Otomano na guerra, o Império Russo entrou em colapso em março de 1917 e a Rússia deixou a guerra após a Revolução Russa de Outubro de 1917 que depois, em 1922, levou a formação da URSS (União das Repúblicas Socialistas  Soviéticas). Após uma ofensiva alemã em 1918 ao longo da Frente Ocidental, os Aliados forçaram o recuo dos exércitos alemães em uma série de ofensivas de sucesso e as forças dos Estados Unidos, grandes fornecedoras de armas na guerra, começaram a entrar nas trincheiras. A Alemanha, que teve o seu próprio problema com os revolucionários, neste ponto, concordou com um cessar-fogo em 11 de novembro de 1918, episódio mais tarde conhecido como Dia do Armistício. A guerra terminou com a vitória dos Aliados tendo os Estados Unidos como um dos maiores beneficiários de todo o conflito.

Eventos nas hostilidades locais eram tão tumultuados quanto nas grandes frentes de batalha, e os participantes tentaram mobilizar a sua mão de obra e recursos econômicos para lutar uma guerra total. Até o final da guerra, quatro grandes potências imperiais — os impérios Alemão, Russo, Austro-Húngaro e Otomano — deixaram de existir.

Os Estados sucessores dos dois primeiros perderam uma grande quantidade de seu território, enquanto os dois últimos foram completamente desmontados. O mapa da Europa Central foi redesenhado em vários países menores.  A Liga das Nações (organização precursora das Nações Unidas) e a Segunda Internacional foram  formadas na esperança de evitar outro conflito dessa magnitude. Há consenso de que o nacionalismo europeu provocado pela guerra, a separação dos impérios, as repercussões da derrota da Alemanha os problemas com o Tratado de Versalhes e a Crise Mundial do Capitalismo em1929 foram fatores que contribuíram para o início da Segunda Guerra Mundial.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo — incluindo todas as grandes potências — organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história da humanidade, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de “guerra total“, os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o  uso de armas nucleares (Hiroshima e Nagasaki), foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.

Geralmente considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista em 1 de setembro de 1939 e as subsequentes declarações de guerra contra a Alemanha pela França e pela maioria dos países do Império Britânico e da Commonwealth. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como a Etiópia e Reino de Itália na Segunda Guerra Ítalo-Etíope e a China e Japão na Segunda Guerra Sino-Japonesa.

Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram aderindo ao conflito em resposta a eventos como a invasão da União Soviética pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados Unidos no Pacífico em Pearl Harbor e em colônias ultra marítimas britânicas, que resultou em declarações de guerra contra o Japão pelos Estados Unidos, Países Baixos e o Commonwealth Britânico.

A guerra terminou com a vitória dos Aliados em 1945, alterando significativamente o alinhamento político e a estrutura social mundial. Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) era estabelecida para estimular a cooperação global e evitar futuros conflitos, a União Soviética e os Estados Unidos emergiam como superpotências rivais, preparando o terreno para uma Guerra Fria que se estenderia pelos próximos quarenta e seis anos (1945-1991). Nesse ínterim, a aceitação do princípio de autodeterminação acelerou movimentos de descolonização na Ásia e na África, enquanto a Europa ocidental dava início a um movimento de recuperação econômica e integração política com a formação da União Europeia.

 

GUERRA FRIA

Designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a queda da União Soviética (1991).

Foi, de fato, o resultado do Tratado de Ialta que dividiu  o mundo, no pós-guerra, como fonte para conflitos emergentes de ordem políticamilitar, tecnológicaeconômicasocial e ideológica entre as duas potências e suas zonas de influência. É chamada de “fria” porque não houve uma guerra direta entre as duas superpotências, dada a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear entre elas. Seus braços militares eram o Tratado do Atlântico Norte (OTAN), ainda existente, e o Pacto de Varsóvia, pelo lado soviético, já extinto.

corrida armamentista pela construção de um grande arsenal de armas nucleares e de foguetes balísticos intercontinentais foi o objetivo central durante a primeira metade da Guerra Fria, estabilizando-se na década de 1960 até à década de 1970 e sendo reativada nos anos de 1980 com o projeto bélico do presidente dos Estados Unidos RONALD REAGAN chamado de “Guerra nas Estrelas“.

Dada a impossibilidade da resolução do confronto no plano estratégico, pela via tradicional da guerra aberta e direta que envolveria um confronto nuclear; as duas superpotências passaram a disputar poder de influência política, econômica e ideológica em todo o mundo. Este processo se caracterizou pelo envolvimento dos Estados Unidos e União Soviética em diversas guerras regionais, onde cada potência apoiava um dos lados em guerra. Estados Unidos e União Soviética não apenas financiavam lados opostos no confronto, disputando influência político-ideológica, mas também para mostrar o seu poder de fogo e reforçar as alianças regionais.

Neste contexto, os chamados países não alinhados mantiveram-se fora do conflito, não se alinhando aos blocos pró-URSS ou pró-Estados Unidos, tentando formar um “terceiro bloco” de países neutros: o Movimento Não Alinhado que não tinha muita influência ou importância na mediação dos conflitos existentes .

Norte-americanos e soviéticos travaram uma luta ideológica, política, tecnológica e econômica durante todo esse período. Se um governo socialista fosse implantado em algum país do Terceiro Mundo, o governo norte-americano entendia como uma ameaça à sua hegemonia; se um movimento popular combatesse um governo aliado ao soviético, logo poderia ser visto com simpatia pelos Estados Unidos e receber apoio e financiamento. A Guerra da Coreia que também envolvia a China (1950 – até os dias de hoje com apenas um armistício em1953) e a Guerra do Vietnã (1962-1975) vencida pelos vietnamitas no campo de batalha são os conflitos mais famosos da Guerra Fria. As duas maiores tensões daquela guerra foram a Crise dos mísseis em Cuba (1962), a construção do Muro de Berlim e, também na América do Sul, a Guerra das Malvinas(1982) travada entre Inglaterra (que venceu com o apoio dos Estados Unidos) e a Argentina com moderado apoio do Brasil.

Entretanto, durante todo este período, a maior parte dos conflitos locais, guerras civis ou guerras interestatais foi intensificada pela polarização entre EUA e URSS. Esta polarização dos conflitos locais entre apenas dois grandes polos de poder mundial é o que justifica a caracterização da polaridade deste período como bipolar, principalmente, porque, mesmo que tenham existido outras potências regionais com armas nucleares entre 1945 e 1991, apenas Estados Unidos e URSS tinham capacidade nuclear de segundo ataque, ou seja, capacidade de dissuasão nuclear.

 

GLOBALISMO CONTEMPORÂNEO 

Mundialização e globalismo podem ter pelo menos dois significados diferentes e opostos. Um significado é a atitude política ou da colocação dos interesses de todo o mundo acima das individuais nações. Outra é ver o mundo inteiro como uma esfera própria de um projeto de nação para influência política.

cientista político americano JOSEPH NYE , co-fundador da teoria das relações internacionais do neoliberalismo, defende que o globalismo se refere a qualquer descrição e explicação de um mundo que se caracteriza por redes de conexões que se estendem por distâncias multicontinental, enquanto a globalização refere-se ao aumento ou diminuição do grau do globalismo.

Segundo OCTAVIO IANNI em seu Livro “A era do globalismo”:

“O globalismo é uma realidade problemática, atravessada por movimentos de integração e fragmentação[…] Implicando tribos e nações, coletividades e nacionalidades, grupos e classes sociais, trabalho e capital, etnias e religiões, sociedade e natureza […] Para compreender os movimentos e as tendências da sociedade global, pode ser indispensável compreender como as diversidades e desigualdades atravessam o mundo.

O globalismo naturalmente convive com várias outras configurações fundamentais de vida e pensamento. O tribalismo, o nacionalismo e o regionalismo, assim como o colonialismo e o imperialismo, continuam presentes em todo o mundo. Mas todas essas realidades adquirem outros significados e outros dinamismos, devido aos processos e às estruturas que movimentam a sociedade global. Esse é o vasto cenário em que se formam e recriam correntes de pensamento de alcance global”.      

Os principais seguimentos na análise sobre globalismo seguem as seguintes teorias:


Teoria radical
que acredita que as corporações multinacionaise bancos internacionais, que para os pluralistas são atores globalizantes, são na verdade e por excelência agentes da burguesia internacional responsável por manter os países menos desenvolvidos na condição de subordinação à economia global capitalista.Os principais seguimentos na análise sobre globalismo seguem as seguintes teorias:

  1. Teoria da dependência considera não apenas fatores externos, mas também as limitações internas ao desenvolvimento, que parecem, na verdade, reforçar os instrumentos externos de dominação.
  2. Teoria sistêmica que estuda as relações internacionais entre um núcleo e uma periferia no contexto do sistema capitalista mundial.

 

Os maiores representante da teoria sistêmica do globalismo, IMMANUEL WALLERSTAIN (considerado um arauto do movimento antiglobalização, à imagem de NOAM CHOMSKY e PIERRE BOURDIEU), defenderem que para entender o desenvolvimento global dos processos econômicos, políticos e sociais é necessário acompanhar o desenvolvimento do sistema capitalista em si e de suas crises intestinas como a que se iniciou em 2008 e perdura até hoje (2016).

Sabe-se, agora, que no sistema mundo capitalista, esvaiu-se o monopólio do poder político mundial por uma ou duas potências, haja vista, que emergem no cenário global atual com poder político mundial as seguintes potências:

  1. Estados Unidos (superpotência político-econômico-militar);
  2. China (potência-econômico-militar);
  3. Rússia (forte poder de dissuasão balística-nuclear);
  4. União Europeia (militarmente capitaneada pelo braço armado da OTAN);
  5. No novo cenário de poder político mundial ressurge um quinto poder o do Papado Romano (Vaticano) com o PAPA FANCISCO como uma das forças políticas mundiais empenhada na defesa dos pobres e da ecologia do planeta com significativa influência global de mediação de conflitos locais. Haja vista sua ação nos atuais enfrentamentos bélicos que se dão na África, Ásia, Américas (Cuba, Colômbia e Venezuela) e, principalmente, nos países do Oriente Médio e, também, na explosão do processo migratório.)

Enquanto isso assiste-se, hoje, no planeta uma verdadeira explosão dos conhecimentos científicos em todas as atividades humanas e, principalmente, nas tecnologias utilizadas.

Vive-se, hoje na terra, um eterno fazer novo em uma eterna crise político-econômica-social mundial por conta da crise sistêmica do sistema mundo capitalista.

A Biosfera do Planeta terra tem 8,7 milhões de espécies vivas conhecidas, aponta levantamento estatístico

 

Contagem vale para seres com membrana celular e exclui bactérias e vírus.
Este trabalho de dez anos foi feito pelo Censo da Vida Marinha.

 

Do Globo Natureza

O mundo possui 8,7 milhões de espécies vivas – com 6,5 milhões delas vivendo na terra e 2,2 milhões na água – segundo um levantamento divulgado. A contagem exclui seres vivos procariontes – que possuem células sem membrana para cercar o núcleo, local onde se encontra os cromossomos – como bactérias e vírus. Os dados do “censo” foram publicados na revista de livre acesso PLoS Biology.

Mas o número está longe de ser definitivo. Os mesmos cientistas que fizeram a contagem acreditam que ainda existem 91% de espécies aquáticas e 86% terrestres a serem descobertas, descritas e catalogadas. Há, também, uma “margem de erro” na contagem atual: podem existir 1,3 milhão de espécies a mais ou a menos.

Os dados foram reunidos pela equipe do Censo da Vida Marinha, responsável por divulgar em 2010 um mapa da distribuição das espécies em 25 áreas do mundo.

Coordenados por CAMILO MORA, cientista da Universidade do Havaí, os censores afirmam ter o número mais preciso já obtido por taxonomistas.

 

IMPORTÂNCIA

Até então, a estimativa das espécies conhecidas na Terra era baseada na opinião de cientistas, o que tornava o número total de espécies um mero chute, já que as estimativas variavam de 3 milhões até 100 milhões de espécies de seres vivos.

Para a equipe de CAMILO MORA, a humanidade se esforça para preservar os entes vivos, mas não faz ideia exatamente sobre quantas espécies existem. Se nós não soubéssemos – mesmo a ordem de grandeza (1 milhão, 10 milhões, 100 milhões) – dos habitantes de uma nação, como iríamos planejar o futuro de um país?, explica o cientista.

A incerteza se reflete até mesmo em trabalhos minuciosos como da União Internacional para a Conservação da Natureza, que fez um trabalho para conhecer as espécies conhecidas e listar as mais ameaçadas. Conhecida como Lista Vermelha, a relação indica a existência de 59.508 espécies monitoradas, 19.625 delas em perigo de extinção. Isso significa que apenas 1% dos seres vivos conhecidos recebe algum tipo de controle de uma das principais instituições do ramo.

O nome e a classificação de uma espécie viva ainda segue o esquema definido pelo taxonomista sueco CAROLUS LINNAEUS (CARLOS LINEU em português) há 253 anos (1758). A taxonomia de LINEU – com dois nomes em latim para descrever a espécie, escritos em itálico – serviu para identificar, até agora, 1,25 milhão de espécie. Dessas, um milhão são terrestres e 250 mil são aquáticas.

Outras 700 mil espécies já teriam sido descobertas, mas a descrição e a classificação ainda não chegaram aos bancos de dados principais no mundo.

Para resolver o problema usando as técnicas atuais, seriam necessários 300 mil taxonomistas, trabalhando durante 1,2 mil anos e gastando um total de US$ 364 bilhões. Mas o desenvolvimento de técnicas de pesquisa com o DNA dos animais já começou a reduzir os custos para identificar os seres vivos. CAMILO MORA destaca que o conhecimento das espécies é vital para entender os processos ecológicos e evolutivos e tentar garantir a sobrevivência da diversidade das espécies. Ele revela, ainda, que muitos seres vivos nascem, vivem, geram descendentes, morrem e são extintos sem que os humanos sequer os conheçam.

 

Veja, aqui, como foi feita a divisão das espécies conhecidas do domínio Eucariota (seres vivos com membrana nuclear):

– Animais: 7,7 milhões de espécies (953.434 descritas e catalogadas)
– Plantas (vegetais): 298 mil espécies (215.644 descritas e catalogadas)
– Fungos: 611 mil espécies (43.271 descritas e catalogadas)
– Protozoários: 36,4 mil espécies (8.118 descritas e catalogadas)
– Cromistas (algas com clorofila): 27,5 mil espécies (13.033 descritas e catalogadas).

 

NOTA:

Existe, ainda, um reino de seres vivos chamado de liquens ou Fungos Liquenizados que são seres vivos muito simples que constituem uma simbiose de um organismo formado por um fungo (o micobionte) e uma alga ou cianobactéria (o foto bionte). Alguns taxonomistas classificam os líquens na sua própria divisão (Mycophycophyta), mas isto ignora o fato de que os componentes pertencem a linhagens separadas. Por outro lado, o fungo é o componente dominante do talo do líquen e são usualmente classificados como fungos. Podem ser encontrados nos mais diversos habitats, de geleiras, rochas, árvores, folhas, desertos e são excelentes colonizadores primários. São geralmente estudados pelos botânicos, apesar de não serem verdadeiras plantas. Vale destacar que segundo Código Internacional de Nomenclatura Botânica o termo Líquens ou Líquenes está em desuso, sendo mais adequado o termo Fungos Liquenizados.

 

VIDA NA AMAZÔNIA

Pesquisas recentes (2017) estimaram para a Amazônia uma biodiversidade com o seguinte quantitativo de espécimes vivas:

 

  • 40.000 de vegetais
  • 2.200 de peixes
  • 1.200 de aves
  • 420 de anfíbios
  • 370 de repteis

 

É muito curioso que essa explosão de vida que se dá e se tem na Amazônia é fruto de uma conexão e interação com o maior deserto do planeta o Saara. Recente pesquisa divulgada pela NASA, a partir de satélites artificiais, se constatou que as tempestades de areia no Saara jogam incomensuráveis quantidades de poeiras nas correntes de ar da atmosfera que se deslocam no sentido norte sul carregadas de minérios de potássio, fosforo, boro, etc. que ao se chocarem com a grande humidade de vapores d’agua e de nitrogênio existentes no entorno da  linha imaginária do equador se precipitam como chuvas sobre a maior floresta equatorial-tropical do planeta fertilizando-a e causando essa explosão de espécies vivas. Vê-se, assim, nessa conexão de unidade de contrários, a existência de uma das maiores conexões planetárias em favor da biodiversidade na biosfera no planeta terra.

 

IMAGEM ESQUEMÁTICA DE UMA CÉLULA EUCARIOTA

 

 

 

 

 

 

Outras Informações Importantes

 

RELIGIÕES

Na história das religiões e nas mitologias mais diversas, são conhecidas centenas de deuses (e deusas) protetores das atividades bélicas, chamados também de deuses e deusas marciais.

Acredita-se que a sociedade militarista surgiu na Grécia Antiga. O maior exemplo deste fenômeno foi Esparta, entre o século IX a.C. e o século IV a.C. Naquele povo havia uma sociedade de guerreiros que estruturalmente se organizavam como uma casta. Estes se identificavam como uma sociedade de “iguais”.

Na Bíblia também existe menção ao Deus dos Exércitos no Antigo Testamento, enquanto que no Novo Testamento aquela divindade  foi substituída por um Deus de Paz, benevolência e perdão pelos cristãos.

Entre os cristãosAGOSTINHO DE HIPONA considerou a guerra uma manifestação da vontade divina, BERNARDO DE CLARAVAL  pregava a guerra santa e as cruzadas e TOMÁS DE AQUINO elaborou a teoria da guerra justa.

Para os islamitas, a guerra para a propagação da  é dever de todo praticante religioso.

REVOLUÇÃO BURGUESA E NAPOLEÃO BONAPARTE

Modernamente, acredita-se que o militarismo assumiu o poder nacional pela primeira vez em 1799 com NAPOLEÃO BONAPARTE na França. Desta forma, a revolução burguesa atingiu seu objetivo, isto é, a derrubada da monarquia absolutista, entregando o poder político aos militares para garantir os privilégios recém-conquistados com a criação dos estados nacionais em contraponto as ideias napoleônicas da criação de um sistema mundo capitalista.

Houve a partir daí uma ruptura da índole mercenária dos exércitos. Estes acabaram por se transformar em instituições nacionais, onde a profissionalização dos militares trouxe a consolidação e a construção das nacionalidades, aprofundando e fortalecendo sua influência sobre as nações.

PRÚSSIA E BISMARCK

No Reino da Prússia, partir de meados do século XVIII até BISMARCK assumir o poder nacional em 1871, houve a confirmação de que o militarismo estava iniciando seu domínio sobre algumas nações, ou seja, as Forças Armadas nacionais estavam impondo uma nova concepção de domínio.

CARL VON CLAUSEWITZ, no início do século XIX, afirmou …”a subordinação da guerra à política” na sua obra clássica Der Krieg (A guerra) (1832-1837), afirmando que …”a guerra é a continuação da política com o emprego de outros meios”, ainda que “é o político que comanda o fuzil, não o inverso”.

A REVOLUÇÃO RUSSA E A BIPOLARIZAÇÃO

Depois da revolução russa de 1917, houve um substancial crescimento da importância do domínio das Forças Armadas sobre as nações. Além do aumento do poder do militarismo, ainda houve o início da influência ideológica sobre seus componentes. Entre a Revolução Russa e a Segunda Guerra Mundial, a ideologia nas forças armadas iniciou uma importante escalada em rumo à bipolarização mundial.

GUERRA FRIA

Finda a guerra, e aumentando a polarização ideológica, o mundo se dividiu em dois blocos. Iniciou assim a guerra fria por influências político-ideológicas dos Estados Unidos e da União Soviética.

O GOVERNO MILITAR E AS DITADURAS MILITARES

O militarismo e a escalada armamentista foram constantemente financiados e utilizados nos países do terceiro mundo, ou em desenvolvimento, em que as forças armadas nacionais se fortaleceram e ampliaram sua atuação interna combatendo o comunismo, ora o capitalismo.

Ou seja, no século XX, o governo militar encontrou um terreno fértil política e ideologicamente tanto nos países socialistas como nas potências hegemônicas do sistema capitalista. O Exército Brasileiro realizou o golpe militar de 1964, com o intuito de evitar, segundo os militares, um regime comunista. Foi um período (pouco mais de 20 anos) de atitudes extremas de terror, de arbítrio e violência contra a população civil. A partir da Constituição Federal de 1988 – Constituição Cidadã – deu-se um novo perfil para as Forças Armadas com respeito a Defesa Nacional e para as Polícias Militares, que passaram teoricamente a proteger o Cidadão e não mais o Estado brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ALGO SOBRE EPISTEMOLOGIA DA VERDADE
Daí a epistemologia tratar o conhecimento como a crença verdadeira justificável.

 

Crença é o estado de convicção do indivíduo a cerca de um conhecimento (mítico, filosófico ou científico) que lhe remete a uma certeza, independentemente deste conhecimento ser verdadeiro ou não.

 

A verdade filosoficamente era debatida de três maneiras: alethéiaveritas, emmunah.

Alethéia, a verdade como ela é.

Veritas, a verdade como dizem que ela é.

Emmunah, a verdade revelada.

 

Estes três estados ou melhor, concepções da verdade, remetem o Ser Humano a forma como ele se relacionaria com ele.  A verdade era uma evocação de algo que evidenciava sua conformidade, exatidão e completude com a realidade, de forma precisa.

 

Na mitologia grega, este estado de apreensão do conhecimento verdadeiro significava a caminhada de Lethe e Mnemosine, a deusa da lembrança e a deusa do esquecimento respectivamente, a procura do homem mais sábio da Grécia. Léthe ao encontrá-lo oferecia ambrósia, que remetia o Homem a um estado de morte de forma que ele teria contato direto com a realidade metafísica e de lá pudesse encontrar Aletheia. Quando este sábio era ressuscitado por Mnemosine, saia espalhando Emmunah para as pessoas e estas pessoas ao receber esta verdade revelada, recebiam-na como Veritas, pois era fruto do aprendizado e vivencia de outra pessoa.

 

Deste ponto, surge à questão da justificação. Um conhecimento revelado ou adquirido precisa ter validação e conformidade com a verdade. A justificação do conhecimento se dá na medida em que há sustentação do indivíduo no seu posicionamento. Então, algum conhecimento justificável é verdadeiro, de forma que a sua justificação possa ser atestada das seguintes formas: conhecimento no sentido de posse intelectiva do seu sentido, natureza e finalidade e, conhecimento como capacidade de realizar algo, afetando uma aptidão ou habilidade.

 

O processo de aquisição do conhecimento para os estudantes da epistemologia da verdade poderia ocorrer de duas maneiras: através da razão (racionalismo) ou através da experiência (empirismo). O paradigma racionalista conduzia o conhecimento de forma metódica e sistemática, levando ao surgimento da lógica, matemática e ciências exatas, preocupando-se com a natureza da razão, com a forma pela qual eram observados os fenômenos, e a natureza da verdade. Enquanto o paradigma empirista tinha por interesse central, as questões filosóficas, a percepção, a observação e a evidência.

 

 

 

 

 

 

 

DIAGRAMA DA VERDADE

 

 

 

 

 

 

 

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