APRESENTAÇÃO
Os presentes Textos sobre economia política e desenvolvimento
destinam-se aos alunos do autor e leitores diversos. Os Textos, em epígrafe,
servem, também, de complemento aos outros trabalhos do autor, voltados para
palestras e cursos, intitulados:
a) Notas sobre metodologia de pesquisa científica. Recife, 2001. 90 p.
b) Temas sobre epistemologia e ecologia. Recife, 2002. 68 p.
c) Política includente de recursos humanos de base local. Recife,
2008. 130 p. (no prelo)
d) Leituras sobre planejamento estratégico. Recife. 2003. 108 p.
e) Agenda 21 e desenvolvimento sustentável. (Caminhos e desvios).
Recife. Livro Rápido. 2004. 109 p. (2ª edição no prelo)
f) Organizações em rede. O que são como funcionam? Recife, 2006.
150 p. (no prelo).
g) Anotações sobre a análise da realidade brasileira contemporânea.
Recife 2007. 135 p.
Os dois primeiros trabalhos são em co-autoria com a Professora
Mauricéa Marta Bezerra Wanderley que também motivou a elaboração dos
outros ensaios, acima citados, e estes Textos sobre economia e
desenvolvimento.
A proposição do autor é dotar seus leitores, universitários ou não, de
uma consciência crítica abrangente inserta em paradigmas não-cartesianos. Para
tanto, busca introduzir nos Textos os elementos básicos da teoria da
complexidade a partir de uma visão sistêmica, dialética e transdisciplinar.
A metodologia utilizada foi a de consultas bibliográficas, de indução,
participação na UNCTAD XI (com patrocínio da Faculdade Boa Viagem) e
contextualização de sua experiência profissional.
A técnica ou plano de trabalho foi voltado para as palestras, ementas e
programas pedagógicos das disciplinas dos cursos das organizações de ensino
onde o autor atua.
Os conteúdos, apresentados de forma sinótica, servem de ajuda de
memória para contextualizações tanto em conferências quanto em salas de aulas
e em oficinas de trabalho, a partir de uma visão crítica abrangente com
destaques para:
a) Teoria da complexidade com vistas a motivar os leitores à inter e
transdisciplinaridade com os novos paradigmas da visão sistêmica ou holística
da realidade
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b) Análise, de forma sinótica, e em tópicos dos assuntos julgados
essenciais com vistas a seus desdobramentos, contextualizações e conexões
realizadas em salas de aula, em conferências e palestras
c) Síntese a partir das respostas e doações de sentido às ementas e
conteúdos pedagógicos e andragógicos das disciplinas que leciona
d) Formação de base de conhecimento para seus alunos, leitores e
ouvintes.
Como foi dito os Textos, agora, estão imbricados aos demais trabalhos,
acima citados, em co-autoria ou não com a Professora Marta Wanderley. Fica
claro, portanto, que seus leitores e, principalmente, seus alunos tomam
conhecimento do que se explicitou naqueles ensaios. Essa é a razão de, na
leitura, apresentarem-se repetições dos assuntos tratados em outros ensaios de
forma modificada ou não.
Os Textos estão divididos em sete partes: a primeira, voltada para uma
visão prévia de paradigmas, a segunda, converge para os fundamentos
conceituais das categorias de análise da sociedade e da economia política suas
principais escolas e categorias de análises; a terceira estuda modelos
econômicos e políticos e seus usos, a quarta diz respeito às principais teorias do
desenvolvimento e do subdesenvolvimento, a quinta, visualiza as estruturas
econômicas das regiões subdesenvolvidas a sexta, volta-se aos fundamentos
para um modelo autônomo de desenvolvimento sustentável ( revisada do
livro Agenda 21 e desenvolvimento sustentável) e a sétima trata da
desconstrução do desenvolvimento/subdesenvolvimento segundo Morin.
O autor no que pese ter feito sua graduação universitária e seu mestrado
na já fragmentada, República Socialista da Tchecoslováquia, hoje, República
Tcheca e República da Eslováquia. Ali, estudou, com certa profundidade, o
marxismo e participou da Primavera de Praga (movimento importante para a
Revolução Mundial de 1968). Deseja explicitar, ao leitor, que não vê e muito
menos aceita o marxismo como doutrina ou dogma, mas sim como uma visão,
método, concepção e contextualização dos entes humanos em sociedade, nos
diferentes modos de produção que não foram e não são realidades estáticas. O
marxismo, no seu entender, recria-se no fluir das mudanças e mutações da
história da humanidade. Continua a ser “a filosofia da ação transformadora do
mundo” ou um “método inacabado para as ciências sociais” mesmo fora do
contexto histórico em que surgiu, emergiu e fortaleceu-se, como parte ou
contribuição, às ciências humanas cujo objetivo é adquirir conhecimento sobre
a realidade, a sociedade e o mundo histórico. Como filosofia é ciência pura, isto
é, foge do pragmatismo do controle dos seres humanos sobre a natureza para
analisar o metabolismo do capital em seu processo incessante de acumulação.
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O autor considera e conceitua a economia política, como padrão em
rede de relações de trabalho e de relações sociais de produção com a
natureza. Seu objeto é tão complexo ou similar à própria vida que se autorecria.
As suas relações implicam em perspectivas:
> De processo, como mudanças autocriativas ou autodeterminadas das
ações induzidas a partir da ação comunicativa humana que se dão nas relações
de produção e circulação dos bens econômicos pelo conhecimento reflexivo e
pelo metabolismo do capital
> De forma, como ação estratégica dos relacionamentos humanos com a
natureza ou biosfera
> De matéria, como ação instrumental de fabricação de instrumentos e
meios de trabalho que se dão e se realizam nos processos de trabalho e de
produção no mundo
Geraldo Medeiros de Aguiar